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Mesmo exonerado, Fabrício Queiroz orienta sobre indicações políticas:

Mesmo exonerado, Fabrício Queiroz orienta sobre indicações políticas:Foto: Reprodução SBT

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio afirmou que mantém influência por ter

Gaúchazh - O Globo - 25/10/2019 - 10:37:26

O ex-assessor Fabrício Queiroz seguiu sendo consultado sobre cargos no Legislativo mesmo após ter sido exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro — hoje senador — na Assembleia do Rio de Janeiro. O jornal O Globo teve acesso a um áudio de WhatsApp em que Queiroz sugere sobre como proceder para fazer indicações políticas em gabinetes de parlamentares.

No diálogo, datado do mês de junho deste ano, o ex- assessor afirma a um interlocutor que as indicações poderiam ser feitas por meio de comissões ou em gabinetes de outros deputados e senadores:

— Tem mais de 500 cargos, cara, lá na Câmara e no Senado. Pode indicar para qualquer comissão ou alguma coisa, sem vincular a eles ( família Bolsonaro ) em nada — diz Queiroz no áudio. — 20 continho aí para gente caía bem — completa.

Ainda de acordo com o áudio obtido por O Globo, Queiroz sugere que o interlocutor poderia procurar parlamentares que frequentam o gabinete de Flávio para tratar das nomeações.

— O gabinete do Flávio faz fila de deputados e senadores, pessoal para conversar com ele, faz fila. Só chegar lá e nomeia fulano aí para trabalhar contigo aí, salariozinho bom desse aí para a gente que é pai de família, cai como uma luva — diz Queiroz.

Procurado por O Globo, o ex-assessor afirmou em nota que mantém influência por ter "contribuído de forma significativa na campanha de diversos políticos no Estado do Rio de Janeiro". Já o senador Flávio Bolsonaro, também por nota, negou que tenha aceitado indicações de Queiroz e que mantenha qualquer contato com ele desde o ano passado.

Investigações

O Ministério Público do Rio chegou a abrir investigação sobre suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso que envolve o filho do presidente.

A Promotoria suspeita de um esquema conhecido como "rachadinha", em que servidores são coagidos a devolver parte do salário para os deputados. A apuração tem origem em relatório do Coaf (hoje chamado de Unidade de Inteligência Financeira), que apontou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz.

Queiroz já admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então vereador.

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