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Metade dos casos de covid no Distrito Federal está curada

Metade dos casos de covid no Distrito Federal está curadaFoto: CorreioWeb

Na Papuda também

Ana Maria Campos - Correio Braziliense - 17/05/2020 - 09:25:55

O primeiro caso de covid-19 surgiu no Distrito Federal em 5 de março. Atingimos, hoje, 75 dias depois, 4 mil casos. Nesse período, 55 pessoas morreram. Não é uma boa notícia, mas poderia ser pior. Sem isolamento social, decretado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), logo no início da pandemia, o número seria muito maior. Mas não se pode desprezar o número de recuperados. Dos 3.947 contaminados, 1.936 já estão curados. Representa metade dos casos.

Na Papuda também

O mesmo ocorre no sistema penitenciário. Entre os internos na Papuda, há 494 infectados pelo novo coronavírus. Mas desses 272 ainda estão contaminados e 222 se recuperaram. Entre os policiais penais, há 110 com covid-19 e 81 recuperados. “Temos feito estudos detalhados, diariamente, para controlar a disseminação do novo coronavírus na Papuda. Testagem em massa, isolamentos em blocos novos dedicados a infectados, compra de EPIs para os policiais penais e os detentos, assim como desinfecção rotineira de celas são alguns exemplos de medidas adotadas para evitar que a pandemia se alastre pelos presídios”, explica o secretário de Segurança, Anderson Torres.

Liminar negada

O desembargador Sebastião Coelho, do Tribunal de Justiça do DF, negou liminar para suspender os efeitos do decreto que obriga uso da máscara de proteção ao novo coronavírus. O autor, Nilton Nunes Gonzaga, alegou que direitos fundamentais estão sendo relativizados. Já o magistrado disse: “Ao Poder Judiciário não é dado intervir em políticas públicas implementadas pelos governantes eleitos. Pode, com muita cautela, controlar eventuais ilegalidades ou abuso de poder. Nada além disso”.

Hotéis para policiais civis

Dois novos casos de covid-19 foram confirmados em policiais civis na carceragem da Polícia Civil do DF. Agora são cinco policiais contaminados. Além disso, dois presos foram testados positivamente para o novo coronavírus na última semana. No local trabalham cerca de 140 pessoas em sistema de plantão e de expediente. A unidade recebe todos os presos do Distrito Federal, antes de eles serem encaminhados ao Sistema Penitenciário, no Complexo da Papuda. O Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) pediu à direção-geral da Polícia Civil que seja estendida à categoria a hospedagem em rede hoteleira conveniada, dentro do acordo que foi firmado recentemente pelo GDF. Os policiais civis estão preocupados em não contaminar suas famílias. Eles precisam sair todos os dias de casa para trabalhar, enquanto seus familiares ficam em quarentena.

Turismo qualificado

A Secretaria de Turismo do DF reuniu, via videoconferência, representantes de 16 universidades, instituições de ensino, entidades do trade turístico e órgãos governamentais para debater soluções para a atual crise. Dentre as ideias compartilhadas estão a criação de cursos temáticos voltados para o trade turístico, de idiomas, gestão e negócios, além de workshops e oficinas específicas para o setor. “Estamos em um momento de reinvenção. Precisamos criar conteúdos e produtos para que os profissionais de todos os segmentos que envolvem o turismo possam se qualificar”, acredita a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça.

 (Divulgação/Sindivarejista)

Mascarados

A campanha da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, com a imagem de estátuas mascaradas contra o novo coronavírus, fez escola. E chegou em São Paulo. Na capital paulista, o governador João Doria entrou na brincadeira pedagógica, instalando o equipamento

de proteção, como na Estátua de Pedro Álvares Cabral.

So papos

 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

“Já temos mais de 2,5 milhões de inscritos no Enem 2020: 2.467.478 na versão impressa e 95.626 no modelo digital! O cronograma segue o mesmo. Estamos avaliando a situação dia a dia junto com o Inep”

Abraham Weintraub, Ministro da Educação

 (Wallace Martins/Esp. CB/D.A Press)

“O Enem precisa ser adiado. Os muros invisíveis das universidades públicas não podem ser ainda maiores, em especial frente à maior crise sanitária dos últimos 100 anos que vivemos. Queremos que as universidades sejam para todos por direito de cidadania. Nenhum a menos”

Professora Fátima Sousa, ex-diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB

Siga o dinheiro

R$ 15.712.601,90

Valor destinado à aquisição de materiais de cama, mesa e banho e material de copa e cozinha, a fim de atender aos Órgãos e Entidades que compõem o Complexo Administrativo do Governo Distrito Federal.

Mandou bem

Entre o cargo e a ciência, o médico Nelson Teich despachou o primeiro ao pedir exoneração do Ministério da Saúde.

Mandou mal

Em meio à guerra contra o novo coronavírus, o Ministério da Saúde perdeu dois comandantes em um mês.

Enquanto isso...

Na sala de Justiça

O ex-secretário de Saúde Rafael Barbosa, ex-servidores da pasta e representantes da GE Healthcare do Brasil, além da própria empresa, foram absolvidos pelo juiz André Gomes Alves, da 5ª Vara de Fazenda Pública e Saúde Pública do DF, em ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A acusação é de que, em 2013, a Secretaria de Saúde comprou um equipamento de scaner para rastrear tumores, por R$ 3,6 milhões, sem que até hoje tenha sido usado no atendimento da população. Segundo o MPDFT, houve direcionamento na licitação porque o edital adotou um termo de referência exageradamente detalhado do aparelho, com especificações técnicas excessivas. Embora aponte o prejuízo da compra, o juiz disse que os promotores de Justiça, autores da ação, não apresentaram provas de que a Secretaria de Saúde tenha direcionado a licitação. Assim, Barbosa se livra de um dos processos que responde pela passagem no governo Agnelo Queiroz. Cabe recurso do MP à segunda instância.

À QUEIMA-ROUPA

Edson de Castro

Presidente do Sindivarejista

“Nos dois meses de fechamento, o comércio do DF deixou de faturar mais de R$ 400 milhões”

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O Sindivarejista tem uma estimativa de quantas lojas correm risco de fechar ou já não têm condições de reabrir por causa do confinamento decorrente da pandemia de Covid-19?

Quando a pandemia acabar pelo menos 350 lojas de shoppings e de entrequadras em todo o DF não mais abrirão, representando mais de 1.750 pessoas desempregadas. É que muitos empresários não terão como pagar aluguéis atrasados, impostos, compra de estoques e a folha salarial.

A Justiça estabeleceu um cronograma de reabertura da economia. Concorda com as regras?

O ideal seria a reabertura de todo o comércio nesta segunda-feira, dia 18. A economia está paralisada e o desemprego é crescente. Há muita gente passando fome e esse drama cresce.

O governador Ibaneis Rocha quer ter autonomia para decidir quando e quais atividades econômicas devem abrir. Ele está certo?

Está porque ele ouviu o setor produtivo antes de tomar as decisões. O governador é um homem de diálogo aberto com todos os segmentos da economia.

Qual é a proposta do Sindivarejista para esse momento de forma a preservar os comerciantes, comerciários e a vida das pessoas?

É uma ilusão pensar que, ao ser aberto, o comércio receberá milhares de pessoas nos primeiros dias. O consumidor está consciente dos riscos, usa máscaras e respeita as regras. As vendas serão retomadas aos poucos e teremos as festas juninas e o dia dos namorados, em junho, para dar um novo oxigênio às lojas. Nos dois meses de fechamento, o comércio do DF deixou de faturar mais de R$ 400 milhões. Em todo o país, a perda passa de R$ 550 bilhões. Algo inédito e histórico.

A OMS afirma que o isolamento social é a única forma de evitar uma contaminação em massa e muitas mortes. Acha que as pessoas vão sair para ir às lojas?

Será um retorno gradativo, mas o importante é que as lojas voltem a funcionar.

Quais setores foram mais prejudicados?

Confecções, calçados, cama e mesa e estética, além de bares, restaurantes e lanchonetes. Economicamente, 2020 é um ano perdido. E o Brasil deve levar pelo menos seis anos para se recuperar dos efeitos do coronavírus. O mundo será totalmente diferente depois da pandemia porque a escala de valores da sociedade vai mudar. Já está mudando.

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