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Metade dos profissionais da saúde pública do Rio com sintomas testa positivo para Covid-19

Metade dos profissionais da saúde pública do Rio com sintomas testa positivo para Covid-19Foto: G1 RJ

UFRJ constatou agravamento da infecção de coronavírus entre os que trabalham no SUS.

Por Gabriela De Palhano, Rj - G1 - 10/04/2020 - 17:09:01

O índice de infecção pelo novo coronavírus entre médicos com sintomas de gripe aumentou de uma semana para cá. Uma força-tarefa da UFRJ constatou que metade dos que se submeteram ao exame testou positivo para Covid-19.

A pesquisa indica que nas próximas semanas o estado pode sofrer uma situação grave na assistência aos pacientes por falta de profissionais.

“Particularmente nas frentes, nas emergências, nas UTIs. É preocupante o que vem pela frente”, alerta a chefe do Departamento de Doenças Infecciosas da Faculdade de Medicina da UFRJ, Terezinha Castineiras.

O centro de triagem para profissionais de saúde que funciona na UFRJ já testou mil pessoas, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

O teste biomolecular, que é mais preciso, está sendo feito apenas entre os que estão com sintomas.

A evolução dos casos a cada semana mostra um crescimento acelerado no número de infectados.

Na semana entre os dias 16 e 20 de março, menos de 10% dos profissionais com sintomas de gripe estavam com Covid-19.

Entre 23 e 27 de março, o índice foi para 18%. Na semana passada, subiu para 25%, e agora está em 50%.

Os profissionais de saúde testados são dos hospitais de referência, emergências e também de hospitais com pacientes com outras doenças graves, em toda a rede — federal, estadual e municipal.

Terezinha, que está à frente da força-tarefa, os dados refletem um agravamento da infecção e também mostram o que está acontecendo com a população.

“O nosso hospital representa a aglomeração do indivíduo que chega e a nossa assistência”, afirma.

Ainda segundo a pesquisadora, a infecção está mais alta no RJ do que em outros países que enfrentaram o vírus porque a falta dos equipamentos de proteção aqui é um problema maior.

Ela também diz parte dos hospitais não têm um protocolo de atendimento e treinamento.

“Estamos lidando com a dificuldade da falta de equipamentos de proteção e do uso”, emenda.

A pesquisadora lembra que parte dos profissionais de saúde foi afastada antes mesmo do avanço do vírus porque são pessoas com mais de 60 anos ou que têm outras doenças pré-existentes.

A Secretaria Municipal de Saúde disse que ao todo 768 profissionais estão afastados da rede municipal — entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares.

Isso representa, segundo a secretaria, 7,5% do total de profissionais nas grandes emergências da cidade.

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