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Na batida de mão, Ana Marcela leva o ouro nos 10km da maratona aquática dos Jogos Mundiais Militares

Na batida de mão, Ana Marcela leva o ouro nos 10km da maratona aquática dos Jogos Mundiais MilitaresFoto: Rodolfo Vilela

Maior medalhista da história dos mundiais da modalidade, brasileira vence na distância olímpica em chegada acirrada. Ela ainda disputa outras duas provas

Rede Nacional Do Esporte - 23/10/2019 - 09:45:29

As águas do Lago Guozhenghu, em Wuhan, China, receberam na manhã desta quarta-feira, 23.10 (noite de terça, 21.10, no Brasil), a primeira prova da maratona aquática dos 7º Jogos Mundiais Militares, a dos 10km feminino. Maior medalhista da história dos mundiais da modalidade, com 11 pódios (cinco ouros), Ana Marcela Cunha confirmou o favoritismo e garantiu o título com 2h06min08s05. Outra brasileira na disputa, Betina Lorscheitter terminou na nona colocação (2h08min38s).

No torneio militar chinês, a prova dos 10km consiste em seis voltas de 1.667 km em percurso delimitado por quatro boias principais. Líder da prova nas duas primeiras voltas, a 3º Sargento da Marinha do Brasil passou a ser incomodada por duas adversárias francesas a partir da metade do circuito, quando foi ultrapassada por Oceane Cassignol. Na quarta volta, Caroline Jouisse tomou a dianteira da compatriota, assumiu a liderança e colocou Ana Marcela provisoriamente na terceira posição. Oceane voltou a liderar no penúltimo giro, mas após a quinta virada Ana Marcela imprimiu um ritmo forte e voltou à frente. Ameaçada por forte sprint da vice-líder no fim da prova, a baiana garantiu a vitória na batida de mão, por dois décimos de segundo. Cassignol (2h06min08s70) e Jouisse (2h06min14s5) completaram o pódio em segundo e terceiro.

“É uma prova bem diferente com relação a Mundial e Copa do Mundo. As meninas se prepararam bastante, principalmente a Oceane, que chegou comigo. Foi um final disputado. É um ritmo um pouco mais lento e para mim isso prejudica um pouco, a gente treina para um nado mais intenso, tentando colocar um ritmo mais forte no final pensando em quem já está mais cansado. Mesmo assim, consegui sair com a vitória. É mais um passo importante na preparação para a Olimpíada”, avaliou a campeã.

Ana Marcela na chegada super disputada em Wuhan, na China. Foto: Rodolfo Vilela/ rededoesporte.gov.br

A exemplo de outras modalidades que também contaram com participação de estrelas do esporte internacional, a prova de maratona aquática da competição militar apresentou nível elevado. Atletas como a chinesa Fuwei Dong, a ucraniana Krystyna Panchishko e a polonesa Justyna Burska, por exemplo, também competiram nos 10km do Mundial da Federação Internacional de Natação (Fina), disputado em Gwangju, na Coreia do Sul, em julho. Na ocasião, Ana Marcela terminou em quinto, com 1h54min50s50, e garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A brasileira venceu na Coreia as provas dos 5km e dos 25km, distâncias que não integram o programa olímpico.

A multimedalhista volta a competir nas águas chinesas em mais duas oportunidades: nos 5km feminino, na sexta-feira (25.10), e na prova mista por equipes, no domingo (27.10). “Agora é recuperar. Amanhã a gente tem um dia de folga, é hora de soltar um pouquinho. Na prova do masculino acho que vou ficar para ver. É um apoio importante e gosto de ver e analisar os meninos. Eu quero – e acho que todo mundo também – sair daqui com três medalhas”, destacou.

Investimento

Da lista de 345 atletas confirmados nos 7º Jogos Mundiais Militares, divulgada pelo Ministério da Defesa, 177 (51,3%) são contemplados com o Bolsa Atleta. Entre os convocados, 200 são homens (96 bolsistas) e 145 são mulheres (81 bolsistas). Considerando apenas as modalidades que fazem parte dos Jogos Olímpicos, a delegação brasileira conta com 288 atletas, sendo que 174 (60,4%) são bolsistas. O investimento total é de R$ 8 milhões por ano.

Integrante da mais alta categoria do programa, a Bolsa Pódio, Ana Marcela Cunha recebe anualmente R$ 180 mil do governo federal. “Com toda certeza todo o apoio que a gente vem recebendo, tanto do governo quanto de patrocinadores individuais, é sempre importante. A gente consegue fazer um programa de treinamento bom, consegue ter tranquilidade só para treinar. Todo o apoio que a gente recebe é para isso, para investir em nós mesmos e tentar buscar nosso 200%, porque 100% é o normal. A gente tem que ir sempre um pouquinho além”, afirmou a medalhista.

Pedro Ramos, de Wuhan, na China – rededoesporte.gov.br

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