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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 12 de agosto de 2022

O fosso entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional está feito

O fosso entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional está feito

Foto: Reprodução

Onyx sob ataque. Até o PSL começa a balançar Onyx.

Por Denise Rothenburg - Correio Braziliense - 18/05/2019 - 08:58:36

Fragilidade exposta

O fosso entre o Planalto e o Congresso está feito. Tudo graças ao texto apócrifo repassado a amigos pelo presidente Jair Bolsonaro, dizendo que o país é ingovernável sem conchavos, e à tentativa do presidente de colocar todos os problemas brasileiros no colo daqueles que chama de “grupos que, no passado, se beneficiavam de relações pouco republicanas”. A ordem, agora, nos partidos é trabalhar a pauta do país — a das reformas, e não a ideológica do governo. E, assim, mostrar que o Brasil tem solução, é governável e que é Bolsonaro quem não tem preparo ou talento para o exercício da Presidência da República. Aliás, esse sentimento é que começa a se cristalizar entre os políticos, até entre aqueles que torcem dia e noite para o governo
dar certo.


Em conversas reservadas, todos dizem que a hora é de o Parlamento cuidar do país, com um semipresidencialismo branco. Não chamam de parlamentarismo, porque o presidente ainda detém o poder. Porém, se o presidente não quer assunto com os partidos, os representantes dos partidos no Parlamento, que também foram eleitos, vão cuidar dos projetos sozinhos. É nesse sentido que vem a proposta de Orçamento Impositivo, perspectiva de mais restrições para edição de medidas provisórias e, ainda, o texto da reforma tributária relatado pelo deputado João Roma (PRB-BA). Já que o presidente considera o país ingovernável sem conchavos, os parlamentares querem mostrar que isso é possível. Porém, sem o presidente na cena principal. Vejamos os próximos capítulos dessa guerra dos tronos.


Onyx sob ataque I

Os problemas do governo com o Congresso, em especial na Câmara dos Deputados, fizeram aumentar a pressão para a troca do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Dentro e fora da equipe do presidente Jair Bolsonaro, já circulam nomes para substituição do “grão-vizir”, apelido que parlamentares deram ao ministro. Estão na roda o secretário de Previdência, Rogério Marinho, e a ministra da Agricultura, Teresa Cristina.



Onyx sob ataque II

Até o PSL começa a balançar Onyx. Ali, há quem defenda a ascensão da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), a líder no Congresso. Diante da falta de articulação do partido, ela tem se destacado como alguém que já conseguiu demonstrar alguma capacidade de diálogo. Só tem um problema: ela tem atropelado os líderes partidários, ou seja, vem problema por aí.



Seguuuuura, peão!

É bom a maioria dos brasileiros se preparar: Se o fim de semana não trouxer perspectivas de aprovação de medidas provisórias importantes, como a 870, que reestruturou o governo, o mercado abrirá nervoso, com elevação do dólar e queda na bolsa de valores.



“Essa é uma carta parlamentarista que eu escreveria, salvo a última frase. Jamais venderia o Brasil”

Do ex-deputado Paulo Delgado (PT-MG)

Preparado/ José Dirceu levou na bagagem uma lista com, pelo menos, 23 livros para ler nessa nova fase de prisão, em Curitiba. Cada livro lido representa quatro dias a menos de pena a cumprir. Diante de uma condenação de oito anos e 10 meses, haja leitura para reduzir esse tempo.



O baile da ilha fiscal, primeira edição/ Em 9 de novembro de 1889, o Império reuniu toda a alta sociedade numa festa nababesca para homenagear oficiais do navio Almirante Cochrane e, de quebra, as bodas de prata de Princesa Isabel e Conde D’Eu. Porém, queria mesmo era mostrar sua força, diante das conspirações republicanas. Muitos dos convidados, seis dias depois, traíram o Império.



O baile da Ilha fiscal, segunda edição/ Guardadas todas as devidas proporções, é assim que parte dos políticos está se referindo à viagem a Nova York, que reuniu, entre outros, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre, Dias Toffoli, João Doria e Henrique Meirelles.



Aposentadoria, mas nem tanto/ Depois de 20 anos como diretor de Assuntos Legislativos da CBF, o advogado Vandenbergue Machado resolveu pendurar o paletó e a gravata. O atual presidente da entidade, Rogério Caboclo, renovou o contrato, mas não evitou os planos de aposentadoria do advogado. Contratado por Ricardo Teixeira, Vandenbergue acompanhou a seleção em cinco Copas e defendeu a CBF em quatro CPIs. Machado, agora, volta a se dedicar à advocacia e à família.


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