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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 23 de setembro de 2021

Omar Aziz responde dizendo que “Bolsonaro mente, prevarica, desfaz fatos e cria versões”Foto: Tribuna da Internet

Omar Aziz responde dizendo que “Bolsonaro mente, prevarica, desfaz fatos e cria versões”

Omar Aziz anuncia relatório preliminar durante o recesso

Brenda Zacharias E Eduardo Rodrigues - Estadão / Tribuna Da Internet​​​​​​​ - 18/07/2021 - 18:42:39

A Polícia Federal abriu inquérito no último dia 12 de julho para averiguar se Bolsonaro cometeu o crime de prevaricação por supostamente não ter comunicado aos órgãos de investigação indícios de corrupção nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde. As denúncias foram apresentadas pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) à CPI da Covid.

Ao Estadão, Bolsonaro chegou a dizer que não pode ser enquadrado no crime por não ser funcionário público. “Eu entendo que a prevaricação se aplica a servidor público. Não se aplicaria a mim. Mas qualquer denúncia de corrupção, eu tomo providência. Até a do Luís Lima (Luis Miranda), mesmo conhecendo toda a vida pregressa dele, a vida atual dele, eu conversei com o Pazuello”, afirmou.

AZIZ NO ATAQUE – Neste domingo, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), voltou a acusar Bolsonaro de ter prevaricado ao não investigar suspeitas de corrupção na compra de vacinas.

“O presidente mentir é normal, ele é contumaz nisso. Ele prevarica, ele desfaz fatos e cria versões. Ele estava internado no hospital, mas está agredindo as pessoas. Ele tenta se vitimizar o tempo todo, mas a gente não vê na boca do presidente uma palavra de solidariedade ao povo brasileiro. Você só vê ódio”, disse o senador em entrevista à CNN Brasil.

Omar Aziz reforçou a avaliação de que Eduardo Pazuello mentiu à CPI ao afirmar que em nenhum momento teria negociado diretamente a compra de vacinas.

VÍDEO É A PROVA – Aziz citou o vídeo de março deste ano, no qual o general promete a intermediários a aquisição de 30 milhões de doses da Coronavac a um preço quase três vezes superior ao contratado com o Instituto Butantan.

“O general Pazuello mentiu nacionalmente. Ele mentiu na CPI dizendo que não tratava desse assunto, e depois ele é pego na mentira. Então o presidente (Bolsonaro) acha que mentir não é nada. No Brasil, um ministro da Saúde pode mentir, não tem problema porque o presidente o perdoa, passa a mão por cima. E mantém no gabinete ao lado dele o general Pazuello e o coronel Elcio (Franco), que estavam negociando vacinas. Foi o próprio Pazuello que disse que não. A mentira é absorvida pelo mito”, ironizou Aziz.

INDÍCIOS DE CORRUPÇÃO – O presidente da CPI reafirmou que há “fortes indícios” de corrupção em negociações de compras de vacinas com preços superfaturados. Segundo ele, a comissão também vai investigar a compra de materiais hospitalares.

“Os indícios são muito fortes. Não podemos prejulgar e dizer quem é o responsável, mas vamos chegar lá. O fato mais grave é que o presidente Bolsonaro foi alertado e não tomou nenhuma providência”, completou.

Para Aziz, a questão em jogo na CPI não seria apenas se o governo é corrupto ou não. “Não é só isso. A corrupção em plena pandemia é um fato gravíssimo. Mas o pior são as vidas que se perderam pela brincadeira de gabinete paralelo. Essas pessoas não podem ter morrido em vão, elas morreram por omissão, porque (no governo) não acreditaram na ciência, porque o Brasil não quis comprar vacina de laboratório sério, perdeu tempo se reunindo com Precisa, Dominghetti, Joãozinho, Mariazinha”, acrescentou

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