×
ContextoExato

Contexto Exato

Brasil - Brasília - Distrito Federal - 05 de dezembro de 2021

ONU Mulheres inicia campanha de 16 dias de ativismo contra violência de gênero

ONU Mulheres inicia campanha de 16 dias de ativismo contra violência de gêneroFoto: Utopiar/Divulgação

Iniciativa Utopiar, marca de roupa feminina ensina técnicas têxteis a mulheres que sofreram violência doméstica

Agência Onu News De Noticias - 24/11/2021 - 18:30:07

Iniciativa começa em 25 de novembro e termina em 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos; marca brasileira ajuda vítimas a romper com ciclo de violência em relacionamentos; Brasil é o quinto na lista de países com mais crimes de gênero; em todo o mundo, número de agressões subiu durante a pandemia.

A ONU Mulheres inicia este 25 de novembro uma campanha internacional contra a violência de gênero para marcar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

As ações seguem por 16 dias até 10 de dezembro, quando é marcado o Dia dos Direitos Humanos. Desde 1991, essa campanha atua para prevenção e eliminação da violência contra mulheres e meninas.

Iniciativa Utopiar, marca de roupa feminina ensina técnicas têxteis a mulheres que sofreram violência doméstica

Utopiar/Divulgação

Iniciativa Utopiar, marca de roupa feminina ensina técnicas têxteis a mulheres que sofreram violência doméstica

Pandemia e violência

Durante a pandemia, os números de violência doméstica dispararam no mundo. Um novo relatório da ONU Mulheres mostra que 2 em cada 3 mulheres relataram sofrer ou conhecer alguém que sofre algum tipo de violência. Apenas 10% denunciaram as agressões.

No Brasil, dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos revelam mais de 100 mil casos de violência contra mulher desde então.

Renata Rizzi, fundadora da iniciativa Utopiar, marca de roupas femininas sediada em São Paulo que ensina técnicas têxteis a mulheres que sofreram violência doméstica, contou à ONU News que aumentou o número de pessoas buscando ajuda.

“Certamente o número de violência doméstica subiu no Brasil. A gente tem uma lista de espera de mulheres para entrar na Utopiar. Principalmente no começo da quarentena, foi muito difícil. A Prefeitura suspendeu os atendimentos presenciais a não ser em casos urgentes, daí funcionava o abrigamento sigiloso. As mulheres estavam passando mais tempo em casa com o agressor num momento de incerteza. Meu celular tocava de madrugada com gente pedindo ajuda.”

O projeto apoia as vítimas principalmente a conquistarem independência financeira e encontrarem acolhimento.

“Em pouco tempo ficou evidente que mais do que a geração de renda, [era necessário] o resgate da autoestima. São mulheres que ouviram por muito tempo que são inúteis, incapazes, feias, burras... e elas realmente começam a acreditar nisso. Quando a gente entra com as oficinas de capacitação e elas começam a produzir peças super bonitas e veem que são capazes de aprender coisas novas, vai tendo esse resgate da pessoa”.

Renata Rizzi, fundadora da iniciativa Utopiar

Utopiar/Divulgação

Renata Rizzi, fundadora da iniciativa Utopiar

Renata Rizzi destacou também que as mulheres têm dificuldade em romper o chamado “ciclo da violência” principalmente porque o assunto ainda é um tabu na sociedade e as vítimas são frequentemente culpabilizadas pela violência.

“A violência doméstica é um tabu. Quando você vai contar para alguém, é novamente violentada e questionada ‘como você deixa ele fazer isso com você?’, quase como se a mulher fosse responsável pela violência que sofre. Então muitas vezes elas não falam sobre o assunto. Daí, durante as oficinas da Utopiar, elas vão se conectando e falam. Às vezes, são histórias muito diferentes, mas muito parecidas, e elas vão se reconhecendo nas histórias umas das outras”

A iniciativa já ajudou mais de 60 mulheres com as oficinas e gerou mais de R$ 50 mil para as participantes.

Para os dias de ativismo da ONU Mulheres, a marca reverterá as vendas para a ONG Casa Mariás, que oferece apoio psicológico, jurídico e abrigamento sigiloso para pessoas em situação de violência doméstica.

O objetivo da empresa é transformar a vida de 5 mil mulheres nos próximos 10 anos no país, que ocupa a 5ª colocação entre 83 nações com o maior número de crimes contra as mulheres, de acordo com o Mapa da Violência, organizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais.

Parede na Cidade do México com a mensagem

Denis Bocquet

Parede na Cidade do México com a mensagem

Eventos

A iniciativa da ONU Mulheres completa três décadas de mobilização internacional neste ano. Em todo o mundo, as Nações Unidas estão abordando o tema: “Pinte o mundo de laranja: fim da violência contra as mulheres, agora!”.

Entidades civis de todo o mundo são convidadas a engajar na data e promover ações e eventos para dar visibilidade ao assunto. O mapa de ações pode ser consultado no site global da campanha – em inglês.

Comentários para "ONU Mulheres inicia campanha de 16 dias de ativismo contra violência de gênero":

Deixe aqui seu comentário

Preencha os campos abaixo:
obrigatório
obrigatório
Assédio é principal violência a meninas e mulheres em ambiente virtual

Assédio é principal violência a meninas e mulheres em ambiente virtual

Dados são do estudo inédito Violência Real do Mundo Virtual

Quarteto feminino bate recorde mundial de natação master na prova do revezamento

Quarteto feminino bate recorde mundial de natação master na prova do revezamento

Time verde e amarelo cravou 8min42s32 no revezamento 4x200 livre

Peng Shuai: China mostra irritação com suspensão de torneios de tênis

Peng Shuai: China mostra irritação com suspensão de torneios de tênis

Relações Exteriores diz ser contra politização do esporte

Justiça do DF condena dono de empresa que cometeu assédio contra funcionária

Justiça do DF condena dono de empresa que cometeu assédio contra funcionária

A defesa do réu argumentou que ele deveria ser absolvido pois não haviam provas para incriminá-lo.

Ações para eliminar violência de gênero reúne atletas e casos reais

Ações para eliminar violência de gênero reúne atletas e casos reais

Uma em cada três mulheres com 15 anos ou mais, cerca de 736 milhões, é submetida algum tipo de violência durante a vida

Ação de agências da ONU pretende empoderar refugiadas venezuelanas

Ação de agências da ONU pretende empoderar refugiadas venezuelanas

Programa ocorre em Roraima e vai até dezembro de 2023

Carta aberta à Miraildes: Uma das maiores jogadoras que o Brasil já viu em campo

Carta aberta à Miraildes: Uma das maiores jogadoras que o Brasil já viu em campo

Miraildes, jogadora de futebol, mais conhecida como Formiga.

Judô: Beatriz Souza fica com o ouro no Grand Slam de Abu Dhabi

Judô: Beatriz Souza fica com o ouro no Grand Slam de Abu Dhabi

Brasileira bate francesa campeã europeia júnior e vai ao topo do pódio

Ketleyn Quadros fica com o bronze no Grand Slam de Abu Dhabi

Ketleyn Quadros fica com o bronze no Grand Slam de Abu Dhabi

Atleta bateu a tcheca Renat Zachova e foi ao pódio nos Emirados Árabes

Professor que perguntou se aluna vai levar lubrificante 'quando for estuprada' é demitido no PA

Professor que perguntou se aluna vai levar lubrificante 'quando for estuprada' é demitido no PA

Movimentos que atuam na defesa dos direitos das mulheres realizaram atos de repúdio, cobrando punição do agressor

Congresso é iluminado de laranja pelo fim da violência contra a mulher

Congresso é iluminado de laranja pelo fim da violência contra a mulher

Campanha 16 dias de ativismo começou nesta quinta-feira