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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 16 de agosto de 2022

Oposição protocola no Senado pedido para abertura da 'CPI do MEC' ante supostos casos de corrupção

Oposição protocola no Senado pedido para abertura da 'CPI do MEC' ante supostos casos de corrupção

Foto: Pedro França/Agência Senado

Para criação de uma CPI na Casa, são necessárias no mínimo 27 assinaturas, até o momento, a oposição ao governo Bolsonaro coletou 31, quatro a mais do que o previsto.

Agência Sputnik De Noticias - 28/06/2022 - 19:03:34

Nesta terça-feira (28), o senador Randolfe Rodrigues (Rede) protocolou o pedido para criação de uma CPI destinada a investigar as denúncias de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Educação (MEC), segundo o G1.

Entretanto, para que a ação tenha continuidade, é preciso que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), faça a leitura do documento em plenário. Para que uma Comissão Parlamentar de Inquérito seja validada, pelo menos 27 senadores precisam assinar o pedido, até o momento 31 parlamentares assinaram.

Em março, um áudio vazou na mídia com o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, declarando que, a pedido do presidente, Jair Bolsonaro (PL), o governo federal dá prioridade de liberação de verbas do MEC a prefeituras cuja negociação fosse feita por dois pastores evangélicos sem cargo no Executivo, nomeadamente Gilmar Santos e Arilton Moura, conforme noticiado.

Com o escândalo, Ribeiro decidiu pedir demissão do cargo no dia 28 de março e o caso ficou menos em vista. Com isso, as investigações saíram do STF e foram para a Justiça Federal em Brasília. O juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal, entendeu que, soltos, Ribeiro e os pastores poderiam interferir nas investigações e, por isso, determinou a prisão dos pastores e do ex-ministro no dia 22 de junho.

Em seguida, chegou à mídia outro áudio de Ribeiro dizendo que o presidente o ligou no dia 9 de junho "pressentindo" que a PF cumpriria um mandado de busca e apreensão em sua residência, confirmando, de certa forma, que pode ter havido corrupção durante sua gestão na pasta.

No entanto, no dia 23 de junho, o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília, mandou soltar o ex-ministro.

Para aliados de Bolsonaro, o caso vem no pior momento, uma vez que enfraquece a campanha eleitoral do presidente que é baseada no argumento de que não há corrupção no seu governo.

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