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Orla do Lago Paranoá não será urbanizada, diz Ibaneis: 'Preservação, não ocupação'

Orla do Lago Paranoá não será urbanizada, diz Ibaneis: 'Preservação, não ocupação'Foto: Foto: Toninho Tavares/GDF

Projeto de Rollemberg previa quiosques, restaurante, estacionamentos e trilhas na região.

Por G1 Df E Tv Globo - 12/01/2019 - 19:30:42

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou neste sábado (12) que não fará obras na orla do Lago Paranoá. A região, desobstruída durante o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), será mantida como área de preservação ambiental. 

Com a declaração, Ibaneis encerra o plano que previa a ocupação e a urbanização da orla. Em dezembro, Rollemberg havia dito esperar que o sucessor levasse adiante o projeto iniciado por ele. 

A urbanização da orla do Lago Paranoá previa a construção de quiosques, restaurante, estacionamentos, trilhas, um mirante, área para animais de estimação, anfiteatro, quadra poliesportiva e roda-gigante. As obras custariam R$ 2,6 milhões. 

"Eu tenho uma visão diferente do ex-governador Rodrigo Rollemberg no que diz respeito à liberação da orla do lago", disse Ibaneis. Para ele, deve ser cumprida a determinação judicial de liberação "no que diz respeito à preservação ambiental" – mas nada além disso. 

"Aquilo ali tem que ser preservado, não pode ser asfaltado, não pode ter gente circulando, porque isso traz sujeira para dentro do nosso lago."

"A sentença judicial será cumprida integralmente, mas com uma visão de preservação, não com essa visão de ocupação", declarou. 

Ibaneis deu as declarações durante evento em que apresentou o novo administrador do Lago Sul, Rubens Santoro Neto, na sede da administração regional. 

O governador afirmou ainda que pretende revitalizar os parques vivenciais do Lago Sul, além de levar à região administrativa o programa SOS-DF para limpar a região, consertar calçadas e tapar buracos. 

Iniciadas em agosto de 2015 e concluídas em dezembro de 2017, as 125 operações de desobstrução recuaram cercas de 454 lotes no Lago Norte e no Lago Sul. Isso representa 1,67 milhão de metros quadrados. 

Apesar da liberação da orla do lago, ainda há lotes “remanescentes”. São residências ligadas à União (como da Marinha) e embaixadas que não quiseram recuar as cercas. 

Lote de embaixada que mantém cerca; deck foi construído para contornar espaço — Foto: TV Globo/Reprodução

Lote de embaixada que mantém cerca; deck foi construído para contornar espaço — Foto: TV Globo/Reprodução 

De acordo com a Agefis, o assunto está sendo negociado com a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Itamaraty. As representações do Canadá, da Alemanha, dos Países Baixos e dos Estados Unidos já colaboraram. 

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

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