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PF faz operação contra família de um dos chefes do tráfico na fronteira com o Paraguai

PF faz operação contra família de um dos chefes do tráfico na fronteira com o ParaguaiFoto: Polícia Federal/Divulgação

Foram presos mulher, mãe, filhos e outros familiares do traficante Jarvis Pavão, detido na Penitenciária Federal de Brasília desde agosto do ano passado. Grupo é acusado de lavar dinheiro e ocultar bens obtidos por meio do tráfico internacional.

Por Gabriel Palma, Tv Globo - 27/08/2020 - 11:18:46

A Polícia Federal começou a cumprir, na manhã desta quinta-feira (27), 21 mandados de prisão –16 preventivas e cinco temporárias – e 67 de busca em apreensão no Distrito Federal e outros quatro estados. As ordens são parte da operação Pavo Real, que tem como alvo uma organização criminosa liderada pelo traficante Jarvis Pavão.

Jarvis foi apontado como associado da facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital e é, segundo investigadores, um dos principais fornecedores de cocaína na fronteira com o Paraguai. Ele já foi condenado pelo menos duas vezes por tráfico internacional de drogas e lavagem de dineheiro no Brasil e também cumpriu pena no país vizinho, pelos mesmos crimes. Em 2017, foi extraditado ( veja mais abaixo ).

Segundo as investigações, Jarvis comandou, de dentro de penitenciárias federais, um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens obtidos por meio do tráfico internacional de drogas.A organização criminosa contava com a esposa, a mãe, o padrasto, filhos, genros, irmãos e sobrinhos dele. Todos foram presos nesta quinta.

De acordo com as investigações, além da ocultação de bens, o grupo também participou de disputas pelo controle do tráfico internacional de drogas na fronteira entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai, "em uma verdadeira 'guerra' contra facções e organizações rivais".

Desde agosto do ano passado, Jarvis está detido na Penitenciária Federal de Brasília. Segundo a PF, as apurações começaram em fevereiro de 2019, quando quando ele estava na Penitenciária Federal de Porto Velho (RO). À ocasião, policiais encontraram diversos bilhetes escritos à mão e com anotações de imóveis codificados por siglas e codinomes.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Rondônia e estão sendo cumpridos também nos estados de Rondônia, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina. A operação ainda contou com o apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Receita Federal.

A primeira fase da operação foi deflagrada em junho do ano passado. À ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis de alto padrão em Porto Velho, que teriam sido alugados pelo grupo criminoso para ficar mais próximo à penitenciária federal da cidade.

Nesses locais, os policiais também encontraram armas, munição e diversos documentos e equipamentos eletrônicos que, segundo a PF, reforçaram o esquema de lavagem de capitais.

Além dos mandados, a Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 302 milhões das contas de 96 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, e o sequestro de 50 imóveis. Também ordenou a suspensão da atividade comercial de 22 empresas que, segundo a PF, eram usadas para a movimentação dos valores ilícitos.

Jarvis Chimenes Pavão era, segundo a Justiça brasileira, o representante da quadrilha paulista no Paraguai. Em 2009, começou a cumprir pena no país vizinho. No entanto, em denúncia apresentada em 2013, o Ministério Público Federal (MPF) afirmou que, de dentro do presídio, ele fornecia drogas para organizações criminosas no Brasil.

De acordo com as investigações, o traficante sul-mato-grossense chefiou um esquema que fornecia cocaína proveniente da Bolívia, Peru e Colômbia para a região da Serra Gaúcha. A droga chegava ao país por meio de aviões.

Em dezembro de 2017, após a conclusão da sentença no Paraguai, Pavão foi extraditado para o Brasil para cumprir pena de 17 anos e oito meses de prisão, por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Inicialmente, ele foi transferido para o Presídio Federal de Mossoró.

Em 2018, veio uma nova condenação, de 10 anos, 9 meses e 15 dias de reclusão, por tráfico internacional de drogas. Nos últimos anos, também foi transferido para as penitenciárias de Brasília e Porto Velho, onde ficou até o início do ano passado, quando voltou à capital federal.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

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