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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 16 de dezembro de 2018


PF investiga fraudes em benefícios previdenciários em Alagoas

PF investiga fraudes em benefícios previdenciários em Alagoas

A Operação conta com a participação de mais de 80 policiais federais e de servidores da Secretaria de Previdência.

Blog Do Riella - 12/03/2018 - 09:59:41

A Polícia Federal, em ação com a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda e o Ministério Público Federal, deflagrou hoje (12) a Operação Terra Prometida*, que visa a desarticular uma quadrilha especializada em fraudar benefícios de Aposentadorias por Idade Rurais, Pensões por Morte Rurais e Salários Maternidade Rurais.

A Operação conta com a participação de mais de 80 policiais federais e de servidores da Secretaria de Previdência. Estão sendo cumpridos 24 mandados judiciais:três de prisões temporárias e 21 de busca e apreensão, nos municípios de Delmiro Gouveia/AL, Água Branca/AL e Canapi/AL.

As investigações iniciaram em 2016, a partir de denúncias recebidas pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (COINP) da Secretaria de Previdência, que realizou levantamento das irregularidades desde o ano de 2012. Identificou-se que o grupo criminoso vinha atuando há pelo menos cinco anos e era formado por dois servidores públicos, como também por dirigentes sindicais e intermediários.

Segundo levantamentos iniciais, estima-se que, em 21 benefícios obtidos fraudulentamente, o esquema criminoso tenha provocado um prejuízo de mais de R$ 500 mil aos cofres públicos. No entanto, os valores podem atingir a cifra de mais de R$ 2 milhões, após análise do material que está sendo apreendido neste momento. A desarticulação da quadrilha proporcionará uma economia de mais de R$ 3 milhões em valores que seriam pagos futuramente aos supostos beneficiários.

As pessoas presas serão levadas para a sede da Polícia Federal em Maceió, onde serão indiciadas pela prática dos crimes previstos nos Artigos 171, § 3º (estelionato cometido contra entidade de direito público. Pena: de um a cinco anos de reclusão), 313-A (Inserção de dados falsos no sistema de informações – Pena: de dois a seis anos de reclusão) e 288 do código penal (Formação de quadrilha. Pena: de um a três anos de reclusão) cujas penas somadas chegam a 14 anos de reclusão.

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