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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 28 de janeiro de 2022

Planalto age para evitar que Doria capitalize efeitos da vacinação na eleição de 2022

Planalto age para evitar que Doria capitalize efeitos da vacinação na eleição de 2022Foto: Rodrigo Rodrigues/G1

Nos bastidores, ideia de aliados de Bolsonaro é desgastar a imagem do governador paulista. Doria começou a imunização em São Paulo no domingo (17), se antecipando ao plano nacional.

Por Andréia Sadi - G1.com - 18/01/2021 - 10:32:01

A briga entre o governo federal e o governo de São Paulo, pelo início da vacinação, ganhará novos desdobramentos. Diante da bem sucedida operação de João Doria(PSDB) neste domingo (17), dando início à vacinação em São Paulo, o Palácio do Planalto trabalha, nos bastidores, para desgastar o governador de São Paulo junto a outros governadores, além de intensificar a artilharia virtual com ataques à sua gestão nas redes sociais.

O objetivo do governo federal agora é evitar que Doria capitalize politicamente - com desdobramentos para a eleição presidencial de 2022 - o resultado da vacinação em São Paulo.

Já João Doria, segundo o blog apurou, repete a aliados que esta foi a “pior derrota de Bolsonaro desde que o presidente foi eleito”. Por isso, acredita, o governo federal vai buscar culpados para a sua “sucessão de erros”, espera novos ataques do governo Bolsonaro mas já prepara novos lances na “guerra da vacina”: pretende organizar um evento com ex-presidentes, como Lula e FHC, para serem vacinados.

Dentro do roteiro de evitar que Doria colha novos louros políticos, assessores presidenciais trabalham para desgastar Doria junto a governadores. Eles repetem nos bastidores que governadores têm procurado o ministro Pazuello para reclamar do início da vacinação por João Doria, o que teria sido um gesto “sem pensar no resto do país”.

O governador de São Paulo tem dito que é natural uma ou outra reclamação, mas que recebeu elogios e cumprimentos de governadores pela atuação do Instituto Butantan para antecipar a vacinação no estado governado por ele - como faria qualquer governador- e que foi exatamente sua atuação que pressionou o governo federal a divulgar informações sobre a vacinação em todo país.

Na última semana, quando o governo foi avisado de que não haveria a vacina de Oxford, vinda da Índia, o governo federal assustou: foi um choque de realidade perceber que a vacinação no país dependeria da Coronavac, justamente a vacina que o presidente disse que não compraria, por ser “do Doria”.

Sem saída, diante da pressão de governadores, o ministério da Saúde foi obrigado a solicitar as doses do Butantan. Doses que, segundo fontes dos Palácio do Bandeirantes, ainda não foram pagas pelo governo federal, embora já enviadas.

Doria cogita ir à Justiça se o governo federal não pagar as doses.

Em meio aos próximos lances da “guerra da vacina”, Doria diz a aliados acreditar que o presidente Bolsonaro culpe Pazuello pela derrota na estratégia federal sobre o plano de vacinação.

Mas não só pela vacinação: também pelo caos em Manaus. Na semana passada, no auge da crise de Manaus, o ministério da Saúde solicitou a secretários de saúde dos Estados a situação de oxigênio nos hospitais. O governo federal quer evitar ser “surpreendido” com a falta de oxigênio em outros estados, caso o cenário de Covid se agrave em outras regiões.

Pazuello, de fato, tem sido muito criticado. Porém, apesar das críticas nos bastidores à atuação do ministro, vindas de políticos, integrantes do Judiciário e até de assessores presidenciais, aliados de Bolsonaro não acreditam na demissão do ministro. “O presidente gosta dele, que está firme como uma rocha”.

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