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Polícia Civil do DF fecha laboratório de drogas sintéticas em Santa Catarina

Polícia Civil do DF fecha laboratório de drogas sintéticas em Santa CatarinaFoto:

Além dos milhares de comprimidos prontos, a PCDF apreendeu moldes de diversos formatos, produtos químicos, 1kg de MDA (metilenodioxianfetamina) pura, anabolizantes e R$ 5 mil em espécie.

Por Danilo Queiroz - Correio Braziliense. - Foto: Pcdf - 26/12/2018 - 09:31:59

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou o maior laboratório de drogas sintéticas de sua história em Santa Catarina. Segundo a corporação, as duas máquinas de produção do local tinham capacidade para fabricar 4 mil comprimidos por hora. Os entorpecentes eram distribuídos para diversos pontos do Brasil. Os policiais também prenderam um homem de 29 anos, considerado um dos grandes produtores de drogas sintéticas da região.


A PCDF chegou ao laboratório catarinense por meio de informações obtidas em operações anteriores dirigidas pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) em Brasília. A investigação começou após a prisão de um usuário na Asa Norte. Com depoimentos dele, os agentes identificaram intermediários que atuavam em São Paulo e na Bahia.


No laboratório, que funcionava em um sítio alugado pelo traficante apenas para essa finalidade, a Cord encontrou, além das duas máquinas, material suficiente para produzir 50 mil comprimidos. A sofisticação e a organização do laboratório causaram surpresa nos agentes. “A produção era grande. O traficante entrava no sítio e ficava 72 horas fabricando comprimidos, que, depois, eram vendidos”, detalhou Erick Sallum, delegado responsável pelo caso.


Além da capacidade de produção, o “modelo de trabalho” dos envolvidos — homens de classe média — chamou a atenção dos policiais brasilienses. De acordo com informações da corporação, toda a comunicação entre eles era realizada por meio de aplicativos de mensagens de celular. Para o envio dos entorpecentes, os criminosos usavam os Correios, na tentativa de evitar chamar a atenção das autoridades catarinenses.

Além dos milhares de comprimidos prontos, a PCDF apreendeu moldes de diversos formatos, produtos químicos, 1kg de MDA (metilenodioxianfetamina) pura, anabolizantes e R$ 5 mil em espécie.


Com base nas informações apuradas com o homem detido, Sallum acredita que essa pode ser apenas a porta de entrada de um esquema maior de produção de drogas sintéticas no Brasil. A corporação acredita, inclusive, na existência de outros laboratórios espalhados pelo país. Para Sallum, a fabricação em território nacional já se equivale ao número de comprimidos importados.


“O traficante disse se considerar médio e conhecer outros que produzem ainda mais. É um mundo à parte do narcotráfico, já que os envolvidos não atuam por organizações criminosas. Está muito maior do que achávamos”, pontuou o delegado. “As polícias acreditavam que as drogas sintéticas vinham da Europa e da Ásia, mas essa realidade está mudando.”

As investigações da Cord estão em andamento desde agosto. Durante as diligências, agentes da corporação se infiltraram em grupos de WhatsApp de traficantes, nos aquais observaram um “controle” sobre usuários do DF conforme as prisões eram executadas. “Eles passaram a ter medo de enviar a droga e excluíram quem tinha DDD 61”, frisou Sallum.

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