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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 24 de outubro de 2021

Polícia Civil prende quadrilha que causou rombo de R$ 26 mi no Banco do Brasil

Polícia Civil prende quadrilha que causou rombo de R$ 26 mi no Banco do BrasilFoto: Hugo Barreto-Metrópoles

Entre os presos, estão funcionários da instituição financeira e de empresas de cobrança, que desviavam pagamento de comissões

Por Mirelle Pinheiro E Carlos Carone-metrópoles - 09/05/2019 - 07:32:41

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (09/05/2019), uma megaoperação que tem como alvos suspeitos de causar rombo de R$ 26 milhões no Banco do Brasil. Eles são investigados por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.

Investigadores da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes Contra a Administração Pública e aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Cecor) cumprem 17 mandados de prisão temporária e 28 de busca e apreensão. As ações ocorrem no Distrito Federal e em oito estados.

Dois mandados de prisão temporária são cumpridos no DF e um no interior de Goiás. Policiais também fazem buscas em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Rio de Janeiro. O esquema fraudulento envolvia funcionários do Banco do Brasil e de empresas especializadas na cobrança de dívidas bancárias.

Os investigadores conseguiram comprovar que os autores subtraíram R$ 15.758.738,49 do banco. O valor foi bloqueado pela Justiça. No entanto, as apurações indicam que o esquema criminoso provocou um rombo ainda maior: R$ 26 milhões apenas entre os anos de 2017 e 2018.

Mais sobre o tema

Ainda de acordo com a PCDF, as empresas envolvidas recebiam o percentual de comissão superfaturado devido à fraude sobre os valores ressarcidos às instituições financeiras. Entre os presos, estão servidores do BB, além de funcionários das companhias de cobrança.

As investigações da Cecor começaram em janeiro de 2019, em virtude de ameaças sofridas por executivos da instituição financeira, motivadas pela decisão estratégica do Banco do Brasil em não renovar contratos com 117 empresas de cobrança de dívidas para que o serviço de recuperação de créditos passe a ser feito pela empresa BB Tecnologia e Serviços (BBTS).

Segundo a polícia, ficou demonstrado que os funcionários do Banco do Brasil utilizavam um erro técnico para repassar as comissões de forma manual e assim pagavam valores maiores às empresas de cobrança. Como contrapartida, pessoas vinculadas às empresas desembolsavam quantias vultosas aos funcionários do Banco do Brasil, diretamente ou por entrepostas pessoas, como como proveito do crime.

A deflagração da operação batizada de Crédito Viciado conta com apoio operacional das Polícias Civis Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Rio de Janeiro (Departamento Geral de Combate à Corrupção). A PCDF informou que o Banco do Brasil está colaborando com as investigações.

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