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Polícia Federal mira superfaturamento de 850% na compra de máscaras no Tocantins

Polícia Federal mira superfaturamento de 850% na compra de máscaras no TocantinsFoto: Polícia Federal

Cerca de 20 Policiais Federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão e três ordens de intimação expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Tocantins.

Estadão Conteúdo - 03/06/2020 - 09:40:51

Operação Personale cumpre quatro mandados de busca e apreensão para investigar compra de 12 mil máscaras de proteção facial, no valor de R$ 35 cada, totalizando R$ 420 mil; no entanto, investigadores apontaram processo licitatório para o fornecimento de equipamentos idênticos, com valores unitários de R$ 1,93 e R$ 3,64

Máscara. Foto: Pixabay

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta, 3, a Operação Personale para apurar suposto superfaturamento na compra, pela Secretaria de Saúde do Estado do Tocantins, de 12 mil máscaras de proteção facial, no valor de R$ 35 cada, totalizando R$ 420 mil. No entanto, os investigadores identificaram processo licitatório para o fornecimento de equipamentos idênticos, com valores unitários de R$ 1,93 e R$ 3,64.

Cerca de 20 Policiais Federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão e três ordens de intimação expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Tocantins.

A Polícia Federal indicou que encontrou indícios de possível superfaturamento em dois contratos firmados entre a Secretaria Estadual de Saúde e empresas. Tais contratos, visando à aquisição de 12 mil máscaras de proteção facial com valor unitário de R$ 35, totalizavam R$ 420 mil.

No entanto, as investigações apontaram, ainda, que, já durante a pandemia, existia processo licitatório vigente na Secretaria Estadual de Saúde que resultou na contratação de empresas para o fornecimento de máscaras de proteção facial idênticas, por valores que variam entre R$ 1,93 e R$ 3,64.

Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de formação de cartel e peculato, além de crime contra a economia popular, cujas penas somadas podem ultrapassar 19 anos de reclusão e multa.

“O nome da Operação “Personale”, que em italiano significa ‘pessoal’, faz alusão ao interesse pessoal de alguns em detrimento ao interesse público. Além disso, o vocábulo “persona” em latim originalmente significava máscara”, afirmou a PF em nota

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