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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 29 de janeiro de 2022

Presidente do Senado critica a gestão nacional durante a pandemia

Presidente do Senado critica a gestão nacional durante a pandemiaFoto: Grupo de Líderes Empresariais

”Pacheco disse que “o negacionismo, que era uma tese, virou uma brincadeira macabra medieval”.

Reprodução Grupo De Líderes Empresariais - 08/12/2021 - 20:11:29

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fez duras críticas à condução do Brasil durante a pandemia da Covid-19, no almoço empresarial do LIDE BRASÍLIA que ocorreu nesta quarta-feira (8). Sem citar diretamente o presidente da República, Jair Bolsonaro, o senador mineiro afirmou que “na fase mais crítica da vida nacional, em vez de união, o Brasil experimentou o acirramento e as teses antagônicas, como se a discussão da doença fosse política”. Classificando essa batalha ideológica como “imaturidade política”, Pacheco disse que “o negacionismo, que era uma tese, virou uma brincadeira macabra medieval”.

As declarações foram dadas durante a palestra “O momento político e os desafios de um projeto de reconstrução nacional”, proferida a mais de uma centena de empresários no Brasília Palace Hotel. Falando ainda da atuação do Congresso Nacional durante a pandemia, Rodrigo Pacheco destacou a aquisição de vacinas enquanto o Poder Executivo patinava na insegurança em relação aos contratos apresentados pelas primeiras empresas.

“As vacinas foram fundamentais para se ter o Butantan e a Fiocruz com a autonomia para desenvolver o Brasil neste campo”, acrescentou. No atual momento da crise provocada pela Covid-19, ele destacou a promulgação no Congresso Nacional da parte aprovada da PEC dos Precatórios, que injetará recursos para manter o Auxílio Brasil. “Programas sociais no País são inevitáveis, mas com porta de entrada e de saída e estímulo ao cidadão para procurar trabalho”, afirmou.

Além de analisar a conjuntura nacional durante a crise sanitária que já se arrasta há quase dois anos, Pacheco também fez críticas aos constantes atritos com a China. “É um erro estratégico hostilizar, como vemos alguns fazendo, uma grande parceira comercial. O Brasil depende mais da China do que ela de nós”, avaliou. Além disso, fez uma defesa do empresariado, a quem não vê como inimigo dos trabalhadores. “É preciso modernizar a legislação trabalhista e entender a importância do empresário e do empreendedor. É absolutamente intolerável a criminalização do lucro e do desenvolvimento”, acrescentou.

Ainda sobre a atuação do Congresso, o presidente do Senado lembrou os ganhos para o setor produtivo nacional, como a Reforma da Previdência, o marco legal do saneamento básico, a autonomia BC e os aprimoramentos legislativos para um ambiente econômico adequado. “Um Congresso reformista é obrigação com a sociedade. É importante não confundir reformismo com mudanças legislativas que levem à insegurança jurídica, mas temos de atender à necessidade de modernização do País”, acrescentou.

Recém-filiado ao PSD e pré-candidato à Presidência da República, Rodrigo Pacheco destacou a reforma do sistema político proporcional, prevendo que a enorme quantidade de agremiações políticas do momento atual seja reduzida para dez a 12 partidos em uma década. E fez uma defesa intransigente da democracia. “É impensável que se cogite algo que não seja o Estado democrático de direito e o respeito às instituições”, reforçou.

*HOMENAGENS*

Antes da apresentação de Rodrigo Pacheco, ele e o presidente do LIDE Brasília, o empresário Paulo Octávio, foram homenageados pelo secretário de Economia do DF, André Clemente. Os dois receberam a Medalha Mérito Economia, junto com outros representantes do setor produtivo. Outro laureado foi Edmar Mothé, CEO da BioMundo, empresa voltada à alimentação saudável. Ele recebeu o Prêmio Líderes do Brasil, categoria Brasília, como um case de expansão regional e nacional.

Segundo Paulo Octávio, a BioMundo é a segunda maior rede de produtos naturais do País, com 160 lojas em 16 estados, que atendem em média 200 mil clientes mensais. “Apesar das mudanças no cenário econômico e de consumo causados pela pandemia, a empresa cresceu 35% em 2020 e estima, para 2022, incremento de 30% em seu faturamento anual e a geração de 1.520 empregos diretos”, avaliou.

*SOBRE O LIDE*

Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais é uma organização de caráter privado, que reúne empresários em nove países e quatro continentes. Atualmente tem 1.300 empresas filiadas (com as unidades nacionais e internacionais), que representam 49% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil e no exterior, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.

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