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Professores em Brasília fazem paralisação cobrando reajuste; alunos ficam sem aula na rede pública

Professores em Brasília fazem paralisação cobrando reajuste; alunos ficam sem aula na rede públicaFoto: Gabriel Luiz - G1 DF

O que os professores pedem

Por Gabriel Luiz E Mônica Harada, G1 Df E Tv Globo - 14/03/2019 - 12:00:05

Professores do Distrito Federal fizeram uma paralisação nesta quinta-feira (14) em todas regiões administrativas. A categoria reivindica reajuste de 37%, além da última parcela do reajuste que se arrasta desde 2015.

Com isso, alguns alunos da rede pública de ensino ficaram sem aula durante pela manhã. Entre as escolas que amanheceram fechadas estão o Centro de Ensino Fundamental 13 de Ceilândia, a Escola Classe 1 de Taguatinga, o Centro de Ensino Fundamental Athos Bulcão do Cruzeiro e a Escola Classe da 304 Norte, que já marcou a reposição para 30 de março.

Até a publicação desta reportagem, a Secretaria de Educação não tinha estimativa de quantas escolas nem quantos alunos foram afetados.

A Secretaria de Educação e o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) afirmaram que os alunos não ficarão prejudicados. “Os professores que comparecerem à assembleia do Sinpro terão a falta registrada e deverão repor as aulas”. “O dia será compensado para que não haja prejuízo aos alunos”, confirmou o sindicato.

Os professores se reuniram nesta manhã, no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha, para debater a pauta e decidir se realizarão nova assembleia. Reajuste salarial é uma das principais reivindicações. “Os 37% são para garantir isonomia com carreiras de ensino superior, conforme o Plano Distrital de Educação”, afirmou o diretor do Sinpro Dimas Rocha. Já a última parcela de reajuste, prometida ainda na gestão Agnelo (PT) é de 3,5%.

O que os professores pedem

Além do reajuste no mesmo percentual do concedido à Polícia Civil do DF, de 37%, a pauta de reivindicações da categoria também inclui a regularização dos repasses do Programa de Descentralização Administrativa Financeira (PDAF) – recurso utilizado para pequenas reformas e manutenção de escolas -, a construção e reforma de escolas e a redução de alunos por turma.

O pagamento da licença prêmio convertida em pecúnia para os servidores aposentados da educação, com pendências no pagamento desde 2016, segundo o sindicato, também estão entre os pedidos da categoria.

Após conversas no Buriti, um dos itens foi cumprido pelo GDF durante a semana, segundo a diretora do Sinpro-DF, Rosilene Corrêa.

É a nomeação de pedagogos – orientadores educacionais e professores, publicada no Diário Oficial de segunda-feira (11). Foram nomeados 234 orientadores educacionais aprovados no concurso de 2014 e 54 professores da Educação Básica que vão trabalhar com carga horária entre 20 e 40 horas semanais.

O outro ponto parcialmente atendido é o cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação. Suplemento do Diário Oficial desta quarta-feira (13) trouxe a criação do grupo de trabalho dentro do GDF que vai estudar formas de implementar a meta 17 do Plano Distrital de Educação.

“Não queremos discutir apenas esse percentual [de reajuste] pendente e previsto em Lei, mas a atualização da tabela com base no Plano distrital de Educação que também é lei que está sendo descumprida”.

Segundo a presidente do Sinpro, a meta 17 prevê a equiparação dos salários das carreiras da educação com a média dos salários de outros servidores do GDF de nível superior. “Continuamos sendo um dos salários de maior valor”.

Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.

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