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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 24 de outubro de 2021

Quatro são presos pela polícia em Brasília por grilagem de terra

Quatro são presos pela polícia em Brasília por grilagem de terraFoto: Reprodução

Imagem de satélite mostra o terrenos ocupados ilegalmente, na APA da Bacia do Descoberto

Por Sarah Peres-correio Braziliense - 24/04/2019 - 09:23:54

Policiais civis cumpriram mandados contra advogados e falsos corretores de imóveis, na sexta operação no ano para inibir a ocupação e a venda irregular.

Em menos de quatro meses, policiais civis realizarem seis operações contra a grilagem de terras no Distrito Federal. A mais recente aconteceu ontem, em uma Área de Preservação Ambiental (APA) da Chapadinha, em Brazlândia, com a prisão de quatro pessoas acusadas de parcelar e vender chácaras. As outras ações ocorreram em Planaltina, no Lago Sul, no Paranoá, no Gama e em Águas Claras.

Na manhã de ontem, agentes da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) cumpriram os quatro mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão contra advogados e falsos corretores imobiliários. O grupo é apontado como responsável pelo parcelamento irregular de ao menos quatro terrenos na APA da Bacia do Descoberto, em Brazlândia.

O alvo dos grileiros tem cerca de 50 mil m². Eles vendiam cada lote a R$ 35 mil cada, segundo os investigadores. A ocupação da área é proibida por causa da proximidade com o principal manancial de abastecimento de água do Distrito Federal. “A retirada de vegetação nativa e a impermeabilização do solo decorrente das construções oriundas do parcelamento causam danos ambientais de dimensões inestimáveis”, afirmou a delegada Mariana Araújo Almeida, da Dema.

Revenda

O bando atuava na região desde 2010. “A área tinha passado por derrubadas promovidas pela Agefis (Agência de Fiscalização) e, por isso, o líder da associação se aproveitava para vender o mesmo lote mais de uma vez, pois os compradores não chegavam a edificar o local ou faziam construções e elas eram retiradas”, explicou Mariana Almeida.

Em decorrência das inúmeras vendas dos mesmos terrenos, a Polícia Civil não conseguiu apurar o lucro exato obtido pelos criminosos ao longo dos anos. O líder vendeu até três vezes o mesmo lote. No entanto, estima-se que a quadrilha chegou a faturar R$ 1 milhão com a grilagem.

O líder do grupo se apresentava como corretor de imóveis. “Ele chegava até a estender faixas com informações de contatos para que as pessoas o procurassem. Desse modo, ele ia ganhando as vítimas na lábia. Só que ele também se preocupava em demonstrar legalidade das ações, forjando sessões de direito em cartórios do Entorno do Distrito Federal”, acrescentou a delegada.

Mariana Almeida destacou que o líder atuava em todo o DF e, além desse crime, arquitetava golpes. “Ele também vende terras inexistentes. O suspeito vivia do dinheiro adquirido com essas ações”, comentou a investigadora. Os envolvidos serão indiciados por associação criminosa, parcelamento irregular de terra, dano ambiental, estelionato e lavagem de dinheiro.

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