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Remédio usado em reprodução humana no DF pode ir para o lixo

Remédio usado em reprodução humana no DF pode ir para o lixoFoto: Pixabay

Com validade prevista para setembro, Secretaria de Saúde corre contra o tempo para doar alfafolitropina para outras unidades da Federação

Caio Barbieri - Janela Indiscreta / Portal Metrópoles - 14/05/2021 - 08:38:37

Um remédio usado no tratamento de reprodução humana corre o risco de ser descartado por estar se aproximando da data de validade, o produto foi adquirido em 2018 pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Pelos cálculos da pasta, o estoque de 351 unidades de alfafolitropina (solução injetável) pode causar um prejuízo total de R$ 260,9 mil aos cofres públicos.

O remédio é indicado para induzir, por exemplo, a ovulação em mulheres com dificuldades no sistema reprodutivo, tratamento realizado pelo Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Contudo, com a crise sanitária causada pela Covid-19, os acompanhamentos acabaram suspensos, o que reduziu consideravelmente o consumo do fármaco.

De acordo com a unidade especializada, o atual produto já vem de uma troca com fornecedor devido ao vencimento ocorrido em julho do ano passado. “O produto está na geladeira há cerca de 5 meses e nesse período houve uma única distribuição”, informou. Consta no documento que seriam necessários 62,4 meses para que o estoque fosse distribuído por completo, tendo em vista a média do consumo da fórmula.

“A única possibilidade vislumbrada por esta diretoria para evitar a perda do produto é doá-lo a outros serviços públicos de reprodução assistida, em outros locais do Brasil, já que no DF o único serviço que realiza esse tipo de atendimento é o Hmib”, reforçou. De acordo com o hospital, já ocorreu perda recente, estimada em R$ 30 mil, por vencimento do medicamento urofolitropina, também usado para estimular o processo de ovulação.

A unidade também reforça que há outros medicamentos do mesmo grupo, utilizados no serviço de reprodução humana, e que, da mesma forma, correm risco de perda, como gonadotropina humana da menopausa.

O que diz a Secretaria de Saúde?

Procurada, a Secretaria de Saúde informou que tem ciência do documento e já está entrando em contato com órgãos públicos que façam uso do item para uma possível doação. “A pasta ressalta que, devido à pandemia, houve redução do atendimento realizado pela reprodução humana do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib)”, pontuou.

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