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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 12 de agosto de 2022

Secretaria de Saúde em Brasília mostra que mortes por dengue subiu para 21

Secretaria de Saúde em Brasília mostra que mortes por dengue subiu para 21

Foto: Correio Braziliense

Boletim divulgado ontem pela Secretaria de Saúde mostra aumento no número de casos notificados da doença: 21.360. Governo dá continuidade à força-tarefa para atender pacientes nos locais em situação crítica.

Por Caroline Cintra-correio Braziliense - 28/05/2019 - 06:22:20

21 mortes confirmadas.

Em dois dias de atendimentos emergenciais nos pontos de hidratação, 760 pessoas foram atendidas

O número alarmante de casos de dengue no Distrito Federal este ano tem deixado os brasilienses apreensivos e mais atentos quando os principais sintomas da doença começam a aparecer. O boletim epidemiológico divulgado ontem pela Secretaria de Saúde mostra que o número de mortes subiu para 21 — no levantamento anterior, eram 16. Os casos notificados também cresceram. São 21.360 ocorrências de pacientes com o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Desse total, 18.649 são considerados prováveis e 97,2%, moradores da capital federal.


Os dados se referem aos casos registrados desde o início do ano até 18 de maio. Houve ainda outros 31 casos graves em que as pessoas sobreviveram e 309 com sinais de alarme. No mesmo período de 2018, foram confirmados dois casos graves e apenas uma morte por dengue. Itapoã, Paranoá e São Sebastião se mantém as regiões administrativas com mais casos prováveis registrados: são 4.138 notificações.


Tiala Ribeiro entregou o resultado do exame de sangue (Ed Alves/CB/D.A Press)
Tiala Ribeiro entregou o resultado do exame de sangue

Devido à epidemia, neste fim de semana o Governo do Distrito Federal iniciou força-tarefa para combater a doença. Nos dois primeiros dias da iniciativa, as seis Unidades Básicas de Saúde (UBS) que receberam o reforça atenderam mais de 760 pessoas. A fila era grande ontem no Centro de Saúde nº 2 do Itapoã, onde foi instalado um dos pontos de atendimentos emergenciais. O tempo médio de espera durava entre 20 e 30 minutos.


No local, cinco profissionais da saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem, se dedicam aos primeiros atendimentos na tenda. A enfermeira Fabiana Delaix explicou que a ação tem ajudado no diagnóstico mais rápido da dengue. Depois de passar pela tenda, os pacientes são encaminhados ao Hospital do Paranoá, onde fazem exame de sangue para comprovar a existência ou não do vírus. “A pessoa volta e, com o resultado do hemograma, analisamos. A partir disso, passamos a orientações dos cuidados, principalmente hidratação”, contou a enfermeira.


Esta é a segunda vez que Michele da Silva contrai a doença (Ed Alves/CB/D.A Press)
Esta é a segunda vez que Michele da Silva contrai a doença

Na maca para receber os medicamentos, a artesã Kerolin Bianca Marques, 27 anos, relatou que os sintomas começaram na sexta-feira, mas ela não imaginava que estava com a doença. “Passei a sentir dores que nunca tinha sentido. Uma sede excessiva, vômito e comecei a ficar muito pálida. Outras pessoas me falaram que poderia ser dengue. Não estava sabendo dessa tenda de atendimento, mas consegui ser atendida logo. Agora, estou tomando quatro litros de soro para me hidratar”, disse. “O que está acontecendo é um absurdo, tem muita gente doente. Minha vizinha teve o diagnóstico confirmado. Na rua da minha mãe, que também mora aqui (Itapoã), quatro pessoas tiveram recentemente”, completou.


Diagnóstico

Com febre, dores e manchas pelo corpo, a empregada doméstica Tiala Ribeiro, 23, foi ontem ao centro de atendimento emergencial para entregar o resultado do exame de sangue, que comprovou a existência do vírus. “É uma sensação ruim, porque tudo dói muito, atrás dos olhos é uma dor estranha e o corpo coça bastante. Estou toda empolada. Agora, é tratar da forma correta”, lamentou.


Coberta com uma manta, a auxiliar de cozinha Michele da Silva, 21, chegou ao atendimento com os mesmos sintomas que teve há seis anos, quando contraiu dengue pela primeira vez. Ela lembra que, em 2013, os sintomas eram mais fracos e que o atendimento no hospital demorou. “Desta vez, estou sentindo mais dor, mas, pelo menos, o atendimento está sendo rápido. Se eu fosse direto no hospital, com certeza, demoraria muito mais”, afirmou.


Marido de Michele, o autônomo Mateus da Silva, 21, lembra de ter visto agentes da Vigilância Ambiental aplicando fumacê — pulverização de inseticida para matar o mosquito Aedes aegypti — na região onde mora. “Acho que essas medidas podem ajudar a diminuir o número de casos no DF, principalmente aqui na nossa cidade, onde há muitos afetados”, ressaltou.


As tendas ficarão montadas durante três semanas, nas UBSs do Varjão, da Candangolândia, do Itapoã, de Planaltina, da Estrutural e de Sobradinho 2 (veja quadro). A previsão é de que mais quatro tendas sejam abertas no DF. Duas funcionarão a partir de hoje, uma na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia e a outra, em São Sebastião. Outras duas devem ser montadas, ainda nesta semana, em Samambaia e em Brazlândia, localizadas próximas dos hospitais dessas regiões administrativas. Os atendimentos ocorrem todos os dias, inclusive aos sábados e domingos, das 7h às 19h. Três ambulâncias serão disponibilizadas pelo Corpo de Bombeiros para transportar pessoas em estado grave.


Como funciona

O cidadão que apresentar os sintomas da dengue, como febre alta com início súbito (entre 39º e 40º C), forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos (que piora com o movimento), manchas e erupções na pele, extremo cansaço, dores nas articulações, náuseas e vômitos, deve procurar um dos centros de hidratação. Caso não haja um perto, o local mais adequado para a assistência é a UBS mais próxima. Nos locais, escolhidos estrategicamente, de acordo com a incidência de casos de dengue, a assistência será prestada por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Nesses centros são oferecidas as hidratações oral e venosa e o diagnóstico clínico.


Iges-DF assume novas gestões


Assim como o Hospital de Base, a partir de agora o Hospital Regional de Santa Maria e as seis Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do DF serão geridas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF). O contrato foi firmado na tarde de ontem. A formalização representa a transferência da gestão patrimonial, orçamentária e de pessoal dessas oito estruturas para o Iges-DF, mas elas se mantêm, segundo o governo, 100% públicas. Na avaliação do governador em exercício, Paco Britto, a população poderá sentir as mudanças nos próximos 45 dias. A assinatura do contrato de gestão ocorreu em solenidade no Hospital de Base, que contou também com a presença do diretor-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo, e do secretário de Saúde, Osnei Okumoto.


Para onde ir


Confira onde ficam os centros de hidratação emergenciais instalados pelo GDF:


Varjão

UBS 1 — Vila Varjão, Quadra 5, nº 5, Conjunto A, Lote 17


Candangolândia

UBS 1 — Área Especial, Quadra 5/7


Itapoã

UBS 1 — Quadra 378, Área Especial, Del Lago


Planaltina

UBS 4 — Quadra 2, Rua A, Área Especial, Planaltina


Estrutural

UBS 1 — Área Especial 2, Avenida Central


Sobradinho 2

UBS 2 — Rodovia 420, Setor de Mansões, nº1

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