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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 30 de novembro de 2021

Segundo a OMS, Fortaleza é exemplo de ação contra mortes em centros urbanos

Segundo a OMS, Fortaleza é exemplo de ação contra mortes em centros urbanosFoto: Pixabay

A informação consta do relatório “O poder das cidades: combater doenças crônicas e acidentes no trânsito”, que foi lançado esta quinta-feira em Genebra.

Onu Neus - 01/11/2019 - 11:01:08

Doenças crônicas como as do coração, derrame, câncer e diabetes são a causa de morte de pelo menos 41 milhões de pessoas por ano no mundo. Cerca de 1,35 milhão perdem a vida em acidentes de trânsito, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS.

A informação consta do relatório “O poder das cidades: combater doenças crônicas e acidentes no trânsito”, que foi lançado esta quinta-feira em Genebra.


O estudo menciona a cidade de Fortaleza, no Brasil, como um exemplo de centros urbanos por adotar um esquema de compartilhamento de bicicletas que revela a ação contra doenças crônicas e intervenções de segurança rodoviária. O programa Bicicletar Corporativo melhora as opções de transporte ativo, destaca a OMS.

O projeto também é considerado inovador e um exemplo a seguir por outras cidades em termos de mobilidade urbana porque apoia mudanças nas prioridades políticas. Ao melhorar a segurança rodoviária, a iniciativa aumentou as rotas de transporte ativo para pedestres e ciclistas.

Outra intervenção da cidade nordestina é o projeto Cidade 2000, que converteu o espaço subutilizado das estradas em espaço público usado pela comunidade após recuperar mais de 1,200 m² de estacionamento não usado. Com a criação de uma nova praça, os moradores podiam caminhar, sentar e passar mais tempo juntos no local.

Doenças Crônicas

Fortaleza está entre os 19 casos de centros urbanos analisados no estudo, sendo 15 de países em desenvolvimento. Nesses locais ocorrem 85% das mortes prematuras de adultos por doenças crônicas e mais de 90% de óbitos causados por acidentes de trânsito.

O estudo inclui orientações e ferramentas para que sejam abordadas as causas principais de morte nas cidades pelos prefeitos, funcionários do governo local e planejadores de políticas urbanas.

A publicação oferece opções aos líderes municipais para lidar com fatores que impulsionam essas doenças, como o uso de tabaco, a poluição do ar, as dietas precárias, a falta de exercício e a melhoria da segurança rodoviária.

De acordo com o relatório apoiado pela Bloomberg Filantropias, mais de 90% do crescimento da população urbana deverá ocorrer em países de baixa ou média rendas. O estudo aponta que 70% das cidades mundiais estão em países em desenvolvimento.

Foto: UNDP/Freya Moralesofo

Ações como criar faixas para ciclistas em Nova Iorque foram exemplos dados pela OMS.

Cidades

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, relembra que mais da metade das pessoas do planeta vive nas cidades e esses números estão aumentando.

Para o representante, os líderes urbanos tomam decisões com impacto na saúde de bilhões de pessoas. Para que estas medidas avancem, “todos precisam de serviços que melhorem sua saúde como transporte público, espaços ao ar livre seguros, limpos e atraentes, comida saudável e saúde acessível”.

Para o embaixador Global da OMS para Doenças Crônicas e Acidentes de Trânsito, Michael Bloomberg, “replicando as medidas mais eficazes em escala global é possível salvar milhões de vidas.”

O ex-prefeito de Nova Iorque destacou que pode ser aumentada a consciência dos líderes de cidades e políticos sobre os ganhos reais com programas eficazes que estão em vigor.

Passadeiras

O documento aponta ações contra o tabaco em Pequim, na China, e Bogor, na Indonésia. Os casos ilustrados incluem ainda iniciativas de segurança viária em Accra, no Gana, e Bangcoc, na Tailândia, e ações para criar faixas para ciclistas em Nova Iorque.

Para baixar a incidência de doenças crônicas e acidentes de trânsito, 193 países se comprometeram a reduzir as mortes prematuras em um terço até 2030 com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs. Outra meta é baixar pela metade as mortes e acidentes no trânsito até 2020.

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