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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 23 de outubro de 2018


“Seja online ou pessoalmente, o bullying está entre maiores preocupações infantis”

“Seja online ou pessoalmente, o bullying está entre maiores preocupações infantis”

ONU calcula que pelo menos 130 milhões de menores entre 13 e 15 anos já viveram episódio de intimidação; relatório do secretário-geral destaca que bullying cibernético “pode causar danos profundos”.

Da Assessoria De Comunicação / Da Onu News / Foto: Anush Babajanyan Vii Photo / Unicef - 10/10/2018 - 07:26:17

As Nações Unidas debateram esta segunda-feira um informe destacando que “seja online ou pessoalmente, o bullying está entre as principais preocupações das crianças.”

O relatório “Protegendo as crianças do bullying”, ilustra que taxas diferem em cada país, mas a intimidação está presente e espalhada pelo mundo. Em número significativo, as crianças são afetadas como vítimas, responsáveis ou espectadoras.

A ONU News conversou com a representante do secretário-geral sobre Violência contra as Crianças. Marta Santos Pais disse que o impacto da intimidação nas crianças pode ser mais profundo do que se imagina.

“Algumas vezes nós achamos que este tema existiu sempre e não é um risco, porque as crianças vão ficar mais fortes se conseguirem ultrapassar estes desafios. Mas esquecemos do impacto que têm no coração da criança, na sua saúde, na sua educação e na sua capacidade de se relacionar e de confiar noutras pessoas.”

Intimidação
O documento debatido em Nova Iorque destaca que mais de um em cada três estudantes de idades entre os 13 e 15 anos sofrem de bullying. Esse número corresponde a 130 milhões de menores dessa faixa etária.

Cerca de três em cada 10 adolescentes em 39 países da Europa e da América do Norte admitiram ter vivido um episódio de intimidação por outros na escola.

O documento menciona ainda as consequências do bullying cibernético, que envolve “publicar ou enviar mensagens eletrônicas que incluem fotos ou vídeos para assediar, ameaçar ou atingir outra pessoa”.

Para esse fim, são usados todos os tipos de plataformas sociais, que incluem salas de bate-papo, blogs e mensagens instantâneas realizando a prática que “pode causar danos profundos”.

Comportamento

ante comportamento prejudicial.

O Brasil foi um dos países onde ocorreram consultas em grupos focais envolvendo crianças com pais detidos. A pesquisa fez parte de um estudo global sobre menores privados de liberdade que foi realizado com a representante especial do secretário-geral.

A iniciativa envolveu governos na América Latina e a sociedade civil atuando com crianças entre 6 a 17 anos, filhos de presos na Argentina, no Chile, na República Dominicana, no México, na Nicarágua, no Panamá e no Uruguai.

Medidas 
O documento defende que é preciso ter “mais dados precisos, confiáveis e desagregados para quebrar o silêncio e promover mudanças positivas para evitar e combater o bullying”.

Outras iniciativas com base em fatos concretos também são essenciais para difundir medidas eficazes de prevenção e resposta ao problema.

O estudo estimula ações positivas que reforçar habilidades de vida de crianças e para informá-las, prevenir e dar resposta ao comportamento violento e ao bullying.

Outra proposta do relatório é que soluções a conflitos sejam replicadas e expandidas a comunidades, escolas e dentro dos países.

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