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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 27 de setembro de 2021

Sem detalhar planos, novo ministro da Saúde diz que foco 'são as pessoas'Foto: Estadão conteúdo

Sem detalhar planos, novo ministro da Saúde diz que foco 'são as pessoas'

Na posse, Nelson Teich afirma que está assumindo o 'maior desafio' da sua carreira

Estadão Conteúdo - 17/04/2020 - 13:41:58

Sem detalhar quais medidas pretende tomar, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich , afirmou nesta sexta-feira, 17, durante a sua posse, que a atuação da pasta será focada nas pessoas e que os mais pobres sofrerão com maior intensidade os efeitos da pandemia do coronavírus.

No discurso, em cerimônia no Palácio do Planalto, Teich não deixou claro se vai mudar a orientação sobre isolamento social, por exemplo, um dos motivos de divergência entre o seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta, e o presidente Jair Bolsonaro. "O foco que a gente tem aqui é nas pessoas. Por mais que se fale em saúde e economia, não importa o que se falem, o final é sempre gente", disse.

O novo ministro destacou que esse é o "maior desafio" de sua carreira profissional e reforçou a necessidade de reunir informações para conhecer melhor a covid-19 .

Teich destacou que há uma "pobreza" de informação sobre o novo coronavírus e defendeu a integração de informações dos ministérios sobre a doença para embasar melhor o planejamento de combate ao vírus. "Pessoas que perderem planos de saúde vai impactar no SUS ( Sistema Único de Saúde) ", disse.

Ontem, ao discursar logo após ser anunciado como novo ministro, Teich afirmou que pretende elaborar um "programa de testes" para ampliar a quantidade de informações sobre a disseminação do novo coronavírus no País e, com isso, "conhecer a doença". A ampliação da testagem da população, no entanto, não foi citada no pronunciamento de hoje.

Segundo apurou o Estado, quando ainda tratava sobre o convite para assumir a pasta, Teich e representantes da Associação Médica Brasileira (AMB) afirmaram a Bolsonaro que viam muitas medidas de restrições de circulação tomadas por prefeitos e governadores sem dados sólidos. Eles defenderam um isolamento pontual, em cidades com maior número de casos , como São Paulo e Rio de Janeiro. Também citaram que o isolamento "exagerado" esvaziou até serviços médicos, pois pacientes de outras doenças temem hoje ir ao hospital.

Com tom otimista, Teich citou que já existem medicamentos em estudo para o tratamento da doença e que a solução para a pandemia pode ser encontrada "mais rápido do que se imagina".

O novo ministro é médico oncologista e foi consultor da área de saúde da campanha de Bolsonaro à Presidência em 2018. Chegou a ser cotado ao Ministério da Saúde à época

Teich agradeceu as ações da gestão anterior de Mandetta, que também participou da cerimônia, e destacou que trabalhará na formação de uma equipe escolhendo "as pessoas certas para os problemas certos. Na despedida, Mandetta desejou sabedoria ao sucessor .

Demissão

Teich assumiu o cargo do lugar de Luiz Henrique Mandetta após sucessivos desentendimentos entre Bolsonaro e o ex-ministro sobre a diretriz das políticas públicas de combate à pandemia do novo coronavírus. Mandetta é a favor de medidas de isolamento social, na linha do que defende a Organização Mundial de Saúde (OMS). Já o presidente defende flexibilizar as medidas de distanciamento para a retomada da atividade econômica.

O ex-ministro também pedia cautela no uso da cloroquina para tratar a covid-19, com o argumento de que não há pesquisas científicas sobre a comprovação da eficácia contra o vírus. Enquanto Bolsonaro aposta no medicamento,usado no tratamento contra a malária, como um tipo de cura para a doença.

Já ontem, após o anúncio da demissão de Mandetta, Teich afirmou em pronunciamento que não fará mudanças "bruscas" na pasta. O novo ministro disse ainda que existe um alinhamento com o presidente. “Saúde e economia: as duas coisas não competem entre si. Quando polariza começa a tratar pessoas versus dinheiro, o bem versus mal, emprego versus pessoas doentes” , afirmou Teich.

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