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“Sem estômago para Brasília”, diz André Brandão a amigos

“Sem estômago para Brasília”, diz André Brandão a amigosFoto: Edilson Rodrigues/Agencia Senado

No Palácio do Planalto, assessores de Bolsonaro dizem que Brandão “já vai tarde”.

Blog Do Vicente Nunes - 28/02/2021 - 12:58:50

Quando recebeu o convite para assumir a presidência do Banco do Brasil, André Brandão, ficou entusiasmado. Ao ser sondado pelo amigo e presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ouviu dele que teria a garantia de pleno apoio do governo para fazer do BB uma instituição mais forte, moderna e competitiva.

Foi com essa garantia que trocou Nova York por Brasília em agosto de 2020. Um mês depois, já havia tomado posse cheio de planos. Passados cinco meses no cargo, Brandão é um poço de decepção. Além de não ter o prestígio que acha que merece, tornou-se alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro, que já o ameacou de demissão e pode humilhá-lo em praça pública.

Nao por acaso, Brandão tem dito a amigos que “não tem mais estômago para Brasília”. Por isso, colocou o cargo à disposição do presidente da República. Não quer mais ficar com a faca no pescoço de saber de sua demissão por meio de redes sociais, como ocorreu com Roberto Castello Branco, defenestrado da presidência da Petrobras. Nem ser obrigado a frequentar fanfarrices no Palácio do Planalto.

Brandão tem uma carreira sólida no mercado bancário. Passou por algumas das maiores instituições estrangeiras com atuação no Brasil, a mais recente delas, o HSBC. Não tem porque se submeter aos caprichos de Bolsonaro, que resolveu enterrar o projeto econômico liberal com o qual o governo se elegeu. “Foi só decepção”, diz Brandão, segundo relato de amigos.

No Palácio do Planalto, assessores de Bolsonaro dizem que Brandão “já vai tarde”. Eles ressaltam que nunca houve afinidades entre o executivo e o presidente da República, que quer um Banco do Brasil mais afinado com as políticas de governo.

Estão na disputa pela presidência do Banco do Brasil: Paulo Henrique Costa, atual presidente do Banco de Brasília (BRB); Antônio Barreto, secretário-executivo do Ministério da Cidadania; Gustavo Montezano, presidente do BNDES e amigo dos filhos de Bolsonaro; e Mauro Ribeiro Neto, vice-presidente Corporativo do BB.

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