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Sinal vermelho no Distrito Federal: A arriscada aposta do governador Ibaneis Rocha

Sinal vermelho no Distrito Federal: A arriscada aposta do governador Ibaneis RochaFoto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Sinal vermelho no Distrito Federal com o aumento de casos do Covid-19

Por Ricardo Noblat - Revista Veja - 19/07/2020 - 08:24:06

Justo no momento em que acelera o crescimento do número de infectados pelo coronavírus no Distrito Federal, e que epidemiologistas preveem que a saída para evitar o colapso do sistema de saúde será a suspensão total das atividades econômicas não essenciais, o governador Ibaneis Rocha (PMDB), um novato da política e da administração pública, decidiu apostar no risco.

Na última quarta-feira, decreto de Rocha permitiu a reabertura de bares e restaurantes nas áreas centrais de Brasília e de algumas cidades do entorno. Houve aglomerações por toda parte e muita gente sem máscara. Naquele dia, o número de mortos pelo Covid-19 ultrapassou a casa dos mil. A reabertura do comércio em cidades populosas como Ceilândia está marcada para amanhã.

Em 19 de março último, quando havia apenas 42 casos de infectados e nenhuma morte, o Distrito Federal foi o primeiro lugar do país a adotar medidas de isolamento social. À época, Ibaneis foi elogiado pelas autoridades médicas e o Ministério da Saúde por estar antenado com o que ocorria no resto do mundo e com as orientações da Organização Mundial de Saúde.

Há duas semanas, depois da guinada que deu na direção errada, ele disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a pandemia deveria ter sido tratada desde o começo como uma “gripezinha” – expressão usada mais de uma vez pelo presidente Jair Bolsonaro. Até ontem, o Covid-19 já matou no Distrito Federal 1.075 pessoas e contaminou 81.159. Ele agora avança pelas áreas mais pobres.

O que deu em Ibaneis? Simples: não resistiu às pressões dos comerciantes, empresários de médio porte e donos de shoppings preocupados acima de tudo com o fechamento temporário dos negócios. Nem às pressões de pastores evangélicos que alegavam ter perdido muito dinheiro com na interrupção dos cultos. Os shoppings foram os primeiros a abrir. Seguem quase vazios.

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