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Site de hospedagem de animais é livre para decidir quem cadastrar como anfitrião

Site de hospedagem de animais é livre para decidir quem cadastrar como anfitriãoFoto: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT

Cabe recurso da sentença.

Tribunal De Justiça Do Distrito Federal E Dos Territórios – Tjdft - 26/07/2020 - 07:16:37

O juiz do 7º Juizado Especial Cível de Brasília negou o pedido para que a Doghero Agência Online de Serviços para Animais de Estimação promovesse a reinclusão de um anfitrião descadastrado. No entendimento do magistrado, a rescisão contratual é exercício regular do direito da empresa privada.

Narra o autor que há quatro anos mantém cadastro junto à ré para receber, em sua casa, animais de estimação. Ele afirma que, nesse período, hospedou mais de dez cachorros, que todos os serviços receberam nota máxima e que nunca houve reclamação. Em fevereiro deste ano, no entanto, o autor teve seu perfil de anfitrião desativado do aplicativo sob a justificativa de que a taxa de reserva estava abaixo de 20%. Diante disso, o autor requer que seja determinada a sua reinclusão nos cadastros da Doghero como anfitrião dos serviços de hospedagem de animais domésticos - pets.

Em sua defesa, a empresa afirma que questões subjetivas motivaram o descadastramento unilateral do autor como anfitrião. A ré pede que o pedido seja julgado improcedente.

Ao julgar, o magistrado destacou que a relação entre autor e réu é de natureza cível e que a habilitação do anfitrião na plataforma do sistema é feita com base em critérios discricionários de política interna da ré. Para o julgador, impor à plataforma “a obrigação de manter o autor como anfitrião seria o mesmo que impor a determinado estabelecimento comercial a contratação de um empregado, o que viola o Princípio da Autonomia Privada”.

“A rescisão contratual é exercício regular do direito da empresa privada, que pode ter critérios próprios para manutenção do anfitrião de hospedagem dos pets, já que é efetiva responsável pelo serviço prestado aos usuários. O contrário inviabilizaria a atividade exercida, porquanto obrigaria a requerida a manter anfitriões que não atendem às suas exigências e a responder pelos danos que estes possam causar a terceiros”, pontuou.

Dessa forma, o magistrado julgou improcedente o pedido para que o autor fosse reincluído nos cadastros da empresa como anfitrião dos serviços de hospedagem de animais domésticos.

Cabe recurso da sentença.

PJe : 0707598-46.2020.8.07.0016

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