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Startup abre loja à la Amazon Go, sem funcionário

Startup abre loja à la Amazon Go, sem funcionárioFoto: Correio Braziliense

Fundador da Zaitt fechou parceria com o Carrefour na primeira unidade de São Paulo e prepara abertura de segundo mercado na capital

Por Paula Pacheco-correio Braziliense - 30/03/2019 - 22:10:37

Serviços como o do aplicativo Rappi, além do investimento das grandes redes de varejo em seus e-commerces, têm procurado tirar os clientes do ponto de venda ao oferecer a comodidade de fazer compras com o uso do smartphone ou do computador, sem sair de casa.


Uma empresa do Espírito Santo, fundada por Rodrigo Miranda e seus sócios, decidiu diversificar ao apostar não apenas no modelo de delivery de compras, com o desenvolvimento da marca Shipp, mas com outro tipo de oferta para o varejo, que vai na direção oposta. Acaba de ser inaugurado em São Paulo um mercado 100% autônomo — segundo Miranda, a primeira loja do gênero na América Latina.


A operação da bandeira Zaitt começou há uma semana na capital paulista e traz semelhanças com um dos negócios da Amazon, a Amazon Go. Miranda, porém, explica que sua primeira unidade, em Vitória, abriu as portas em dezembro de 2017, portanto, antes da concorrente americana, e que não se inspirou na gigante varejista. A loja paulista, além de algumas inovações tecnológicas em relação ao ponto de venda no Espírito Santo, conta com a rede francesa Carrefour como parceira.


Diferentemente da unidade capixaba, em vez de o cliente acionar a abertura da porta para entrar na loja apenas usando o leitor de QR Code do aplicativo da Zaitt, ele também pode se posicionar em frente ao leitor facial, dispensando a utilização do smartphone.


A loja não tem funcionários e tudo é feito pelo cliente por meio de tecnologias como a ‘scan&go’. Com os produtos escolhidos, o cliente se posiciona para a identificação que permitirá abrir uma porta de vidro. A ferramenta RFID (Radio Frequency Identification) permite o funcionamento de um sistema automático de identificação de produtos por meio de sinais de rádio, dispensando a necessidade de escanear cada mercadoria.


O RFID identifica todos os itens colocados na sacola, que serão listados em uma tela. Depois de checar se está tudo de acordo com a compra, o consumidor confirma a operação e o valor será lançado diretamente no cartão de crédito cadastrado no aplicativo. Nesse momento, é liberada a passagem por uma segunda porta de vidro e o cliente poderá deixar a loja.


Como não tem funcionários no mercado, toda a operação conta com câmeras e sensores responsáveis pela identificação do usuário, a quem cabe abrir e fechar a loja. Quem não tem o app não consegue acionar o dispositivo para entrar. Se estiver acompanhando um consumidor e tentar passar com algum produto sem pagar, o valor será debitado no cartão do cliente cadastrado.


Estoques

Diferentemente do mercado de Vitória, a operação paulista tem o suporte logístico e de abastecimento do Carrefour. Miranda é vago sobre os detalhes do acordo, assim como o comunicado da rede francesa. Segundo o sócio da Zaitt, a multinacional ajudará na escolha dos produtos que serão oferecidos, leiaute de loja e participará do negócio com o know-how que tem no varejo. “A empresa teve velocidade, e o alinhamento de visão que vemos hoje poder levar a avançarmos com a parceria. A empresa pode participar (de outras lojas da Zaitt), depende dela. Pra gente faria muito sentido”, diz o empreendedor, sobre o futuro com a marca.


No modelo de negócio desenvolvido pela Zaitt, os fornecedores da indústria e do varejo são responsáveis pela reposição dos estoques. Eles acompanham a necessidade de novas remessas, que informa sobre o fluxo de vendas. O mix de produtos inclui opções de food-service, snacks, bebidas, produtos de limpeza, higiene pessoal, orgânicos, alguns produtos frescos e prontos para consumo. O negócio funciona 24 horas por dia e, em breve, será anunciada a abertura de uma segunda unidade em São Paulo.


Ao mesmo tempo em que planeja a expansão da Zaitt, Miranda cuida da startup Shipp, que, neste mês, passou a concorrer no mercado paulistano com a colombiana Rappi. Também em março foi confirmado que outro competidor, o grupo espanhol Glovo, deixou o país por conta das dificuldades em crescer.

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