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Tecnologia será capaz de tirar plástico dos oceanos?

Tecnologia será capaz de tirar plástico dos oceanos?Foto:

Tecnologia será capaz de tirar plástico dos oceanos?

Estadão Conteúdo - Mar Sem Fim - 17/12/2018 - 18:41:30

Boyan Slat, um jovem de 23 anos está criando um limpador do oceano que poderia remover 7,250,000 toneladas de resíduos de plástico dos oceanos do mundo. Ele acredita que a nova tecnologia será capaz de tirar plástico dos oceanos. O dispositivo é basicamente uma rede ancorada por barras flutuantes e plataformas de processamento que são colocadas nos oceanos.

Matriz abrangeria o raio de onde há lixo

Em vez de se deslocar pelo oceano, a matriz abrangeria o raio de onde há lixo, atuando como um funil gigante. O ângulo das barreiras forçaria o plástico a ir na direção das plataformas, onde seria separado do plâncton, filtrado e armazenado para reciclagem.

Slat tinha apenas 16 anos e ainda estava na escola quando encontrou o que  chamou de “problema”. “Em um feriado familiar na ilha grega de Lesbos em 2010, ele tomou uma aula de mergulho e ficou tão chocado com o nível de poluição da água – “havia mais sacos do que peixes lá embaixo” – que prometeu pensar em uma maneira de limpar tudo. E foi o que fez.

O garoto voltou para casa, leu diversos livros e fez o suficiente para ficar por dentro do assunto. Então  elaborou uma ideia de limpeza com um amigo para uma competição de ciências do ensino médio. O trabalho envolveu colocar uma longa barreira no mar para pegar grandes pedaços de plástico. Ganharam a competição.

The Ocean Cleanup Foundation

Slat fundou a The Ocean Cleanup Foundation, uma organização sem fins lucrativos, responsável pelo desenvolvimento de suas tecnologias. Sua solução engenhosa poderia potencialmente salvar centenas de milhares de animais anualmentee aves marinhas, e ainda reduzir os poluentes. Também poderia economizar milhões por ano. Tanto em custos de limpeza, turismo perdido, quanto em danos aos navios.

Patrocínio passou de US$ 31 milhões

Hoje a empresa emprega uma equipe crescente de 65 funcionários remunerados, de pesquisadores a engenheiros, quase todos mais velhos do que Slat. Através de plataforma de crowdfunding, ele conseguiu patrocínio que recentemente passou de US$ 31 milhões.

Slat disse ao The Telegraph: 

Penso que quase todo o plástico já criado ainda existe em algum lugar, de alguma forma. Um estudo global divulgado no mês passado revelou que 91% nunca são reciclados. E 79% estão em aterros sanitários ou no meio ambiente. O plástico de uso único, como garrafas de água, leva 450 anos para decompor. Na última década produzimos mais plástico do que no século passado, isso é muito a se acumular: muitas bonecas Barbie, muitos quadris prostéticos, etc. A este ritmo, na verdade, haverá mais plástico do que o peixe no mar dentro de 33 anos.

O plástico mudou o mundo para o melhor, mas também para pior

Slat não é um “anti-plástico”, porque é bastante difícil assumir essa posição e continuar como um ser humano. Sentado em um sofá feito com plástico, tamborilando em uma mesa de café feita de resíduos de plástico, criando desenhos em um notebook (plástico) e ocasionalmente brincando com seu telefone (plástico), ele admite que o plástico mudou o mundo para o melhor, mas também para pior.

Começando pelo Pacífico

No próximo ano, A fundação de Slat irá lançar barreiras sólidas de 99 quilômetros de comprimento (feitas de polietileno termoplástico e de alta densidade, ambas ecológicas) no mar em pontos estratégicos, começando com o pior de todos eles, o Grande Depósito de Lixo do Pacífico.

Fonte: http://www.telegraph.co.uk/news/2017/08/04/important-least-try-can-23-year-old-clear-oceans-plastic-waste/.

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