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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 28 de janeiro de 2022

Verdade é a melhor arma contra o coronavírus

Verdade é a melhor arma contra o coronavírusFoto: Deutsche Welle

Corpo de pessoa que morreu em decorrência do novo coronavírus é transportado em Nova York

Deutsche Welle - 01/04/2020 - 11:42:55

Dimensão da pandemia do novo coronavírus também é resultado de políticas mentirosas, que ignoram fatos. Luta contra doença só será bem-sucedida se a ciência for levada em conta, opina Rodion Ebbighausen.

Corpo de pessoa que morreu em decorrência do novo coronavírus é transportado em Nova York

Corpo de pessoa que morreu em decorrência do novo coronavírus é transportado em Nova York

A melhor arma no combate ao novo coronavírus é a verdade.

É o que mostra o caso da China, onde o novo coronavírus apareceu pela primeira vez. No início do surto, quando as chances de contenção ainda eram altas, autoridades do Partido Comunista e forças de segurança chinesas intimidaram profissionais médicos. Evidências foram destruídas, fatos foram negados. O resultado: primeiro uma epidemia nacional, depois uma pandemia global.

O caso do Irã também comprova a necessidade de se mostrar todos os fatos. O regime vem mentindo para seu povo há anos. Quando o governo, após longa hesitação e contra a resistência de alguns mulás, tomou algumas medidas contra o coronavírus, a população não as levou a sério. Uma confirmação fatal para o ditado "não se acredita em quem mente uma vez, mesmo quando ele fala a verdade". O resultado: mais de 2.500 mortes confirmadas oficialmente até agora. Mas ninguém confia nesse número.

Nos Estados Unidos, onde o governo valoriza "fatos alternativos", a ameaça do coronavírus foi primeiramente negada e depois subestimada. Quando o impacto da epidemia ficou claro, o presidente Donald Trump relutantemente aprovou algumas medidas. Mas ele não deixa dúvidas de que, em última análise, põe a economia acima da saúde da população. O resultado: mais infecções do que em qualquer outro país do mundo.

Um vírus não se importa com política. Retórica e fraseado não o impressionam. Na luta contra ele, a única coisa que vale são os fatos. O coronavírus pode ser derrotado com conhecimento científico e bom senso.

É um bom sinal que, durante a crise, políticos na Europa e na Alemanha busquem conselhos de cientistas e especialistas em saúde pública e incluam essas avaliações em suas decisões. Parecem ter ficado para trás os últimos meses e anos em que populistas de direita ‒ o partido AfD na Alemanha, o primeiro-ministro Viktor Orbán na Hungria, Matteo Salvini na Itália, para mencionar apenas alguns ‒ marcaram o passo da poitica. A atual situação deixa claro: quando as coisas ficam sérias, políticos desse gênero não têm nada a contribuir.

A pandemia mostra que políticas que ignoram fatos e apenas fazem propaganda têm um preço alto. Não apenas na Europa, mas em todo o mundo. Muitos pagam com suas próprias vidas.

Quando o vírus for derrotado, em alguns meses ‒ e com a ajuda da ciência, isso vai acontecer ‒, então tomara que a constatação de que a verdade importa tenha vindo para ficar. Especialmente na política.

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