Cristovam Buarque defende a construção de uma aliança 'pelo bem de Brasília'

Erro na promessa

Cristovam Buarque defende a construção de uma aliança 'pelo bem de Brasília'
Cristovam Buarque defende a construção de uma aliança 'pelo bem de Brasília'

Por Ana Maria Campos-Correio Braziliense/Facebook - 30/11/-0001 00:00:00 | Foto:

Cristovam: “Aliança pelo bem de Brasília”

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) defende a construção de uma aliança “pelo bem de Brasília”, com a participação de políticos com passado limpo, que não defenda temas corporativistas e tenha um projeto para a cidade. O tema foi tratado em entrevista que foi ao ar ontem no programa CB.Poder, transmitido ao vivo pela TV Brasília e pelo perfil do Correio Braziliense no Facebook. Aliado do governador Rodrigo Rollemberg na última eleição, Cristovam não acredita que o socialista seja o nome ideal para encabeçar esse projeto para Brasília. A íntegra da entrevista está disponível no blog CB.Poder (blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder).

Erro na promessa

Na entrevista ao CB.Poder, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) deixa claro considerar que o erro do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) com os servidores públicos não é suspender o reajuste salarial aprovado no governo anterior, e sim prometer na campanha algo que não poderia cumprir. Ele diz que agiu diferente em 1998 quando concorreu à reeleição. Na época, Joaquim Roriz prometeu conceder um aumento de 28% aos funcionários do GDF. Cristovam, então governador, se recusou a endossar a proposta por acreditar que não seria possível honrá-la. Para muitos analistas políticos, esse foi um dos motivos para a derrota de Cristovam para Roriz.

A pergunta que não quer calar….

Ao desapropriar um terreno na 207 Sul, o governo do DF atende a uma reivindicação dos moradores da quadra, mas não seria necessário ouvir o conjunto da população para destinar uma verba milionária a esse propósito com tantas carências em outras áreas?

Sanção apesar da pressão

Mesmo com a pressão de estados como Goiás e São Paulo, governados pelo PSDB, o presidente Michel Temer vai sancionar a lei que convalida a concessão de benefícios fiscais e concede remissão e anistia a créditos tributários referentes ao ICMS. O ponto mais polêmico é o paragrafo 8º do artigo 3ª, segundo o qual os estados poderão aderir às isenções e incentivos e aos benefícios fiscais concedidos por outra unidade federativa da mesma região. Na prática, significa que o Distrito Federal ficará liberado para adotar a mesma política de Goiás para atrair empresas e recuperar parte do setor produtivo que fugiu para o estado vizinho por melhores condições para se manterem em operação. O estado de São Paulo briga com Minas Gerais e Rio de Janeiro. O presidente Michel Temer assumiu o compromisso com políticos do DF de que manteria essa parte da lei. A sanção deve ser publicada hoje no Diário Oficial da União. A articulação do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi forte.

Abadia defende diálogo no PSDB

A ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) tem recebido várias manifestações contra e a favor de uma possível aliança com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Abadia, antiga integrante do PSDB, tem sido apontada como um nome com potencial para ser vice de Rollemberg, mas também de possíveis candidatos de outras legendas, como Jofran Frejat (PR) e Valmir Campelo (PPS). “Sou sempre vista como a cerejinha do bolo”, brinca Abadia. Ela diz que o partido precisa se reunir e discutir o futuro. “Não temos definição ainda. O Izalci (Lucas) se proclamou candidato e está trabalhando muito por isso. Pode até ser que ocorra, mas precisa haver muito diálogo”, acredita a tucana.

Diretriz nacional

Pela experiência no partido, Maria de Lourdes Abadia acredita que a definição sobre candidatura própria ao Palácio do Buriti ou uma aliança que contemple outro personagem como cabeça de chapa estará vinculada aos interesses nacionais. O projeto do PSDB para a Presidência da República sempre prevalece, aponta Abadia. “Em todas as eleições, tem sido assim. Pode ser que a Nacional queira um palanque aqui ou pode acontecer de defender uma aliança com outra legenda”, afirma.

Mais emendas

Depois da votação que barrou a denúncia por corrupção na Câmara dos Deputados, o governo Temer liberou mais emendas para deputados que se posicionaram contra o prosseguimento da ação. Ronaldo Fonseca (Pros-DF) conseguiu emplacar R$ 2,175 milhões, Laerte Bessa (PR-DF), R$ 2,14 milhões e Rogério Rosso (PSD-DF), R$ 408 mil. Os recursos são do Fundo Nacional de Saúde.

Candidato independente

Cresce nos bastidores políticos a aposta de que o ex-presidente da OAB/DF Ibaneis Rocha será candidato a um cargo majoritário em 2018. Um detalhe chama a atenção. O advogado tem condições que poucos hoje dispõem, a de tirar dinheiro do próprio bolso para custear a campanha, sem precisar passar o chapéu e se submeter a acordos.

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