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Entre as muitas histórias narradas por Cavalcanti, chama a atenção uma ida para Praga com amigos

A Vida dos Outros e a Minha, de Claudia Cavalcanti, nasce da leitura de outro livro, Austerlitz, do alemão W. G. Sebald, uma mistura de memória e imaginação narrada por Jacques Austerlitz, um obcecado por plantas arquitetônicas, como a de Terezín, uma cidade-fortaleza fundada em 1780, que, lembra Cavalcanti, "a partir de 1941 foi um campo de concentração e ao mesmo tempo gueto judeu, para onde eram levados sobretudo idosos e crianças, mas também artistas, professores universitários, banqueiros, médicos".


As trincheiras arquitetônicas discutidas por Austerlitz levaram Cavalcanti de volta aos anos 1984, quando chegou à Alemanha Oriental, ou República Democrática Alemã, comunista, para estudar germanística na Universidade de Leipzig. A escritora e tradutora brasileira permaneceu naquele país por seis anos, tempo suficiente para testemunhar o poderio do Muro de Berlim, construído em 1961, e de outras fortificações que separaram as duas Alemanhas, até a reabertura das fronteiras em 1989. ...Leia mais