São Paulo, Sp (folhapress) - 08/04/2026 12:09:06 | Foto: © Acnur Mais de 1,2 milhão de pessoas estão deslocadas em todo o Líbano
Líderes mundiais celebraram o cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã, na noite de terça-feira (7), após seis semanas de guerra que provocou milhares de mortes e uma crise energética global.
A trégua, a princípio, será válida por duas semanas. Em publicação na rede Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu que sua decisão se baseou no compromisso de que Teerã reabra o estreito de Hormuz, por onde é escoado um quinto do gás liquefeito e do petróleo mundo, durante o período. Líderes em todo o mundo pediram um acordo definitivo.
Até a manhã desta quarta (8), o Itamaraty não havia se manifestado. Veja abaixo as principais reações.
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"Israel apoia a decisão do presidente Trump de suspender os ataques contra o Irã por duas semanas, condicionada à abertura imediata do estreito e à cessação de todos os ataques contra os EUA, Israel e países da região. Israel também apoia os esforços dos Washington para garantir que Teerã deixe de representar uma ameaça nuclear, de mísseis e terrorista. [...] O cessar-fogo não inclui o Líbano."
Governo de Israel, em comunicado
"GRANDE VITÓRIA PARA OS ESTADOS UNIDOS. O presidente Trump acaba de garantir um cessar-fogo no Irã e forçou a reabertura do estreito de Hormuz. Em apenas 38 dias, as Forças Armadas dos EUA, sob o comando de Trump, alcançaram e superaram todos os objetivos principais da Operação Fúria Épica."
J.D. Vance, vice-presidente dos EUA
"Nós, naturalmente, saudamos esta notícia de cessar-fogo e a decisão de não prosseguir com a escalada armada, especialmente de não atacar alvos civis, incluindo instalações econômicas iranianas."
Dmitri Peskov, porta-voz do governo da Rússia
"Diante destas últimas horas de grande tensão para o Oriente Médio e para o mundo inteiro, saúdo com satisfação [...] o anúncio de uma trégua imediata de duas semanas"
Leão 14, papa
"O anúncio do cessar-fogo é uma ótima notícia. Desde o primeiro dia, temos o mesmo objetivo: proteger nossos cidadãos e nossos interesses, apoiar nossos parceiros regionais e trabalhar pela desescalada, a fim de restaurar a paz e a liberdade de navegação"
Emmanuel Macron, presidente da França
"Os cessar-fogos são sempre boas notícias. Especialmente se conduzirem a uma paz justa e duradoura. Mas este alívio momentâneo não pode fazer-nos esquecer o caos, a destruição e as vidas perdidas. O governo de Espanha não aplaudirá aqueles que incendeiam o mundo só porque aparecem com um balde. O que é necessário agora: diplomacia, legalidade internacional e PAZ"
Pedro Sánchez, premiê da Espanha
"Saúdo o acordo de cessar fogo, que traz um momento de descanso para a região e para o mundo. Juntamente com nossos parceiros, devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar e sustentar este cessar-fogo, transformá-lo num acordo duradouro e reabrir o estreito de Hormuz"
Keir Starmer, premiê do Reino Unido
"Saúdo a decisão das partes beligerantes de um cessar-fogo. Este deve ser o primeiro passo decisivo no caminho para uma pacificação duradoura, pois as consequências da continuação da guerra seriam incalculáveis. A Alemanha apoiará este caminho diplomático da melhor forma possível"
Johann Wadephul, ministro das Relações Exteriores da Alemanha
"Saudamos o cessar-fogo anunciado ontem à noite, no contexto da guerra que transformou nossa região em um barril de pólvora desde 28 de fevereiro. Esperamos que o cessar-fogo seja plenamente implementado no terreno, sem dar margem a possíveis provocações e sabotagens"
Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia
"O acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã representa um recuo após semanas de escalada do conflito"
Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia
"A Austrália saúda o acordo [...] O fechamento de fato do estreito de Hormuz pelo Irã, juntamente com seus ataques a navios comerciais, infraestrutura civil e instalações de petróleo e gás, está causando choques sem precedentes no fornecimento de energia e impactando os preços do petróleo e dos combustíveis. Temos sido claros: quanto mais tempo a guerra durar, mais significativo será o impacto na economia global e maior será o custo humano"
Anthony Albanese, premiê da Austrália
"Embora seja uma notícia encorajadora, ainda há muito trabalho importante a ser feito nos próximos dias para garantir um cessar-fogo duradouro"
Winston Peters, porta-voz do ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia
"A China saúda o anúncio das partes envolvidas sobre a celebração de um acordo de cessar-fogo"
Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China
"Embora seja uma notícia encorajadora, ainda há muito trabalho importante a ser feito nos próximos dias para garantir um cessar-fogo duradouro"
Winston Peters, porta-voz do ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia
"O governo da Coreia do Sul espera que as negociações entre ambas as partes sejam concluídas com sucesso e que a paz e a estabilidade no Oriente Médio sejam restabelecidas o mais rápido possível"
Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, em comunicado
"Saudamos o cessar-fogo alcançado e esperamos que ele conduza a uma paz duradoura no Oriente Médio. Como temos defendido continuamente, a desescalada, o diálogo e a diplomacia são essenciais para pôr fim rapidamente ao conflito em curso. O conflito já causou imenso sofrimento às pessoas e interrompeu o fornecimento global de energia e as redes comerciais"
Ministério das Relações Exteriores da Índia, em comunicado
"O Qatar expressa sua satisfação com o anúncio do cessar-fogo, considerando-o um passo inicial rumo à desescalada. O ministério [das Relações Exteriores do Qatar] reafirma a importância do pleno cumprimento do cessar-fogo, enfatizando a necessidade de a República Islâmica do Irã tomar a iniciativa de cessar imediatamente todos os atos e práticas hostis que prejudicam a estabilidade regional"
Ministério das Relações Exteriores do Qatar, em comunicado
"O Reino [da Arábia Saudita] espera que o cessar-fogo represente uma oportunidade para alcançar uma desescalada abrangente e sustentável, fortalecendo a segurança da região, e que cessem quaisquer ataques ou políticas que prejudiquem a soberania, a segurança e a estabilidade dos países da região"
Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita, em comunicado
"[A trégua representa] oportunidade crucial que deve ser aproveitada para abrir caminho para as negociações"
Ministério das Relações Exteriores do Egito. em comunicado
"[Ressaltamos] a importância de intensificar os esforços neste momento para identificar soluções capazes de resolver a crise em suas raízes e alcançar uma cessação permanente do estado de guerra"
Ministério das Relações Exteriores de Omã, em comunicado
"O secretário-geral [da ONU, António Guterres,] saúda o anúncio de um cessar-fogo. [...] Ele exorta todas as partes envolvidas no atual conflito no Oriente Médio a cumprirem suas obrigações perante o direito internacional e a respeitarem os termos do cessar-fogo, a fim de abrir caminho para uma paz duradoura e abrangente na região. O secretário-geral sublinha que o fim das hostilidades é urgentemente necessário para proteger vidas civis e aliviar o sofrimento humano"
Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU
"O diretor-geral da AIEA [Agência Internacional de Energia Atômica], Rafael Grossi, saúda o retorno à diplomacia com o objetivo de negociar um acordo sobre questões-chave, incluindo o programa nuclear do Irã. A AIEA está pronta para apoiar esses esforços por meio de seu papel indispensável de salvaguardas e verificação"
Rafael Grossi, Diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica
"O cessar-fogo é, sem dúvida, um passo significativo para diminuir a hegemonia americana na região [...]. A vontade dos povos livres, dispostos a pagar o preço pela liberdade e independência, triunfou. Parabéns ao povo e à liderança do Irã, e nossas condolências a todos os mártires"
Bassem Naim, dirigente do Hamas, grupo terrorista palestino
Desconfiança marca início do cessar-fogo da guerra no Irã
IGOR GIELOW-SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O primeiro dia do cessar-fogo na guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã foi marcado por desconfiança geral entre os rivais, que prometem negociar com o que a Guarda Revolucionária em Teerã classificou de "dedo no gatilho".
O regime islâmico também manteve ataques residuais contra seus vizinhos árabes no golfo Pérsico após o cessar-fogo, que ocorreu pouco mais de uma hora antes do prazo que havia sido dado por Donald Trump para um acordo que reabrisse o estreito de Hormuz, na noite de terça-feira (7).
Houve lançamentos contra o Kuwait, o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos, que registraram 17 mísseis e 35 drones contra seu território -o país foi o mais atingido pela retaliação iraniana no conflito, recebendo 37% dos 6.562 projéteis e aviões-robôs lançados por Teerã contra o golfo e Israel.
Mais sério foi um relato trazido pelo jornal britânico Financial Times de que os iranianos atingiram uma estação de bombeamento do oleoduto usado pela Arábia Saudita para driblar o bloqueio do estreito de Hormuz, enviando petróleo para exportação pelo mar Vermelho. Riad apenas disse que derrubou nove drones.
Forças iranianas também disseram ter abatido um drone israelense, e alertaram que qualquer aeronave que cruzar seu espaço aéreo sem autorização durante as duas semanas de duração do cessar-fogo.
Além disso, o Estado judeu não só deixou sua operação militar contra o Hezbollah no Líbano fora da trégua como promoveu o maior ataque a instalações do grupo protegido de Teerã no vizinho nesta quarta (8), levando a queixas dos iranianos.
O premiê libanês, Nawaf Salam, disse que houve massacre de "civis desarmados" em áreas densamente populadas de Beirute. Já o Ministério da Defesa de Israel afirmou ter mirado "centenas de militantes do Hezbollah".
Tudo isso mostra a fragilidade do arranjo anunciado por Trump poucas horas após dizer que "uma civilização inteira irá morrer nesta noite". O próprio vice-presidente J. D. Vance disse, em Budapeste, que é uma "trégua frágil" que depende "da boa vontade do Irã".
A máquina militar de americanos e israelenses parou de atingir o país persa, segundo os relatos disponíveis, mas segue mobilizada. "Vamos ser claros, o cessar-fogo é uma pausa, e as forças permanecem de prontidão", disse o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, o general da Força Aérea Dan Caine.
Em Teerã, a Guarda, principal ente político e militar do país hoje, emitiu um comunicado segundo o qual "não confia nos americanos e irá negociar com o dedo no gatilho".
Na mesma linha foi o embaixador iraniano junto à ONU em Genebra, Ali Bahreni. "Nós não temos nenhuma confiança no outro lado. Nossas forças militares mantêm sua prontidão. Enquanto isso, vamos para as negociações para ver o quão sério o outro lado é", disse à Reuters.
Nesta terça, um emissário do secretário-geral da ONU, António Guterres, chegou a Teerã para tentar azeitar conversas. As negociações em si, que devem ocorrer no mediador Paquistão, apresentam uma série de entraves.
Trump havia dito que o plano de dez pontos apresentado na segunda (6) pelo Irã seria a base para as conversas, mas o documento traz itens inaceitáveis até aqui aos EUA, como a manutenção da capacidade de enriquecimento de urânio para o programa nuclear dos aiatolás.
EUA e Israel são peremptórios acerca de acabar com as chances de o Irã ter a bomba atômica há anos, e Trump insistiu em uma postagem nesta quarta no veto ao enriquecimento e na entrega do urânio já enriquecido em mãos de Teerã.
A própria questão da navegação em Hormuz é central. O Irã provou que, mesmo sob intenso bombardeio, conseguia manter a rota fechada na prática. Há hoje cerca de 1.400 navios parados em torno do estreito, que é controlado ao norte por Teerã. Nesta terça, os primeiros 6 não iranianos cruzaram a rota.
O embaixador Bahreni afirmou que a guerra mudou a configuração econômica na via por onde passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, reafirmando que o Irã quer cobrar pedágio pelo trânsito -no que deve ser seguido por Omã, que tem a maior costa ao sul.
Como passou a guerra se queixando da indisposição de aliados de mandar navios de guerra para garantir operações na região, Trump pode até aceitar algo nesse sentido alegando que os EUA não dependem das commodities que transitam por lá.
Mas isso manterá tensão no mercado de energia, afetando preços, além de complicar cadeias produtivas.
Em relação à mudança de regime em Teerã, que não ocorreu apesar de suas lideranças terem sido dizimadas, o americano já tem o discurso pronto, dizendo que ela aconteceu na prática.
Hoje o Irã está mais para um governo militar que teocrático puro, mas o forte componente ideológico da Guarda, seu centro nervoso, garante que está longe de ser uma amigável Venezuela pós-captura de Nicolás Maduro.
Por que o Paquistão virou mediador do conflito entre Irã e EUA?
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma reunião marcada para sexta-feira, em Islamabad, coloca o Paquistão no centro das conversas sobre um possível fim da guerra entre Estados Unidos e Irã.
Paquistão diz que vai sediar uma reunião entre EUA e Irã na sexta-feira, em Islamabad. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que os dois países vão se reunir no país para negociar o fim definitivo da guerra, mas nenhum deles confirmou a participação até agora.
Paquistão virou um canal de conversa porque mantém linhas abertas com os dois lados. O país é um dos poucos governos que conseguem dialogar tanto com Washington quanto com Teerã, o que dá a Islamabad condições de atuar como mediador, aponta reportagem da RFI.
Fronteira de 990 km com o Irã faz o Paquistão tratar a escalada como risco direto. A proximidade geográfica aumenta a pressão para reduzir tensões, num cenário em que o conflito pode transbordar para a região.
Impacto econômico da crise pesa na decisão de tentar frear a guerra. Em entrevista à RFI, o pesquisador Jean-Luc Racine disse que o Paquistão enfrenta dificuldades econômicas agravadas pelo fechamento do Estreito de Hormuz e que o país anunciou recentemente medidas de austeridade.
Equilíbrio com a Arábia Saudita também entra na conta de Islamabad. Racine afirmou à RFI que um conflito aberto entre Irã e Arábia Saudita não seria vantajoso para o Paquistão, que assinou há alguns meses um acordo de defesa com os sauditas e poderia ser pressionado a apoiar Riade em caso de guerra.
Assumir a mediação também amplia a projeção diplomática do Paquistão. O mesmo pesquisador avalia que o papel de intermediador fortalece a presença do país no tabuleiro regional.
Shehbaz Sharif disse que o Irã aceitou a oferta de sediar negociações de paz em Islamabad ainda nesta semana. Em publicação no X, ele afirmou ter agradecido à liderança iraniana por aceitar a proposta paquistanesa de receber as conversas.
O plano de reunião vem após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas, intermediado pelo Paquistão, segundo o próprio governo paquistanês. Sharif disse que pediu a trégua e que o cessar-fogo anunciado ocorreu depois de EUA e Irã assinarem uma proposta apresentada pelo Paquistão.
Refinaria de petróleo do Irã diz que foi atacada mesmo após cessar-fogo
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma refinaria de petróleo do Irã teria sido alvo de um ataque após o anúncio de um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Teerã, informou a Companhia Nacional Iraniana de Refino e Distribuição de Petróleo nesta quarta-feira (8).
Instalações da refinaria na ilha de Lavan foram atingidas às 10h no horário local (3h30, no horário de Brasília), segundo a companhia. Bombeiros foram acionados e trabalham na contenção das chamas no local, segundo a agência de notícias estatal Shana.
Não há registro de feridos, mas vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça no local do suposto ataque. A ilha de Lavan fica a pouco mais de 13 quilômetros do continente.
Do outro lado, o Kuwait também informou que foi atacado por drones iranianos após o cessar-fogo. Segundo o Ministério da Defesa do país, 28 drones foram interceptados desde a manhã de hoje e "um grande número desses drones hostis" foi abatido.
Alguns dos drones teriam furado o esquema de segurança e atingido infraestruturas civis no sul do Kuwait. A Defesa informou que "dano material significativo" foi registrado em usinas de energia e de dessalinização de água.
Apesar do anúncio do acordo, o cenário no Oriente Médio ainda é instável e contraditório. Israel confirmou que pararia de atacar o Irã, mas disse que seguiria com a ofensiva no Líbano.
O Kuwait, que tem instalações militares dos Estados Unidos, foi alvo de uma série de ataques ao longo das semanas de conflito. O aeroporto e um petroleiro com bandeira do país estão entre os alvos do Irã desde o começo da guerra.
CESSAR-FOGO FOI ANUNCIADO NESTA TERÇA-FEIRA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7) um cessar-fogo de duas semanas com o Irã. Os ataques foram suspensos por duas semanas e a trégua começou imediatamente, informou ele em publicação na Truth Social
A declaração de cessar-fogo ocorreu após pedido do primeiro-ministro do Paqustão, Shehbaz Sharif, que intermediava as conversas. O primeiro-ministro solicitou uma trégua de duas semanas na guerra no Oriente Médio.
O Irã também aceitou a proposta apresentada pelo Paquistão. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou o comunicado em que afirma que o plano com 10 pontos do país persa "enfatiza questões fundamentais", como a "passagem regulamentada pelo Estreito de Hormuz sob a coordenação das Forças Armadas do Irã".
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país aceita a trégua, mas impôs condições. Ele pediu que os ataques contra o território iraniano fossem interrompidos. O país ordenou, ainda, a cobrança de taxas de embarcações que transitarem pelo Estreito de Hormuz por parte de Irã e de Omã. Se confirmada, a cobrança seria inédita, já que a região sempre foi tratada como uma via internacional livre.
Do lado de Israel, a adesão ao cessar-fogo também veio acompanhada de ressalvas. Segundo as autoridades israelenses, os Estados Unidos coordenaram previamente os termos do compromisso com o governo de Benjamin Netanyahu. A expectativa é que, nas próximas negociações, Washington mantenha exigências duras contra o Irã, incluindo o fim do programa nuclear e de mísseis balísticos.



















