Humberto Leite, Da Agência Saúde Df | Edição: Willian Cavalcanti - 03/01/2026 09:07:11 | Foto: Agência Brasília
Até o início de dezembro, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recolheu 770 morcegos (vivos e mortos), 173 macacos e dois gambás. O recolhimento destes animais é uma estratégia fundamental para monitoramento de zoonoses, doenças que acometem tanto animais quanto humanos, como é o caso da raiva e da febre amarela.
Recolhimento de animais é fundamental para monitoramento de doenças que acometem animais e humanos, como a raiva e a febre amarela.
"Os agentes de vigilância ambiental recolhem os corpos desses animais para saber se está ou não circulando o vírus da febre amarela ou da raiva", explica o médico infectologista Victor Bertollo, da Subsecretaria de Vigilância à Saúde da SES-DF. A ação é considerada preventiva e ajuda a direcionar outros esforços, como reforçar a vacinação contra febre amarela para humanos e contra raiva para cães e gatos.
No caso da raiva, o infectologia ressalta a importância de buscar atendimento em casos de mordida ou arranhadura. "Temos protocolos de assistência nesses casos para definir se vai ser feito só monitoramento ou se vai precisar ministrar soro e vacina", acrescenta. A lista de locais onde é oferecido o serviço da chamada "profilaxia pós-exposição" está disponível no site da SES-DF.
Orientações
O diretor de Vigilância Ambiental da SES-DF, Edvar Schubach, destaca que a Zoonoses trabalha especificamente com animais já mortos (no caso específico de morcegos, podem ser recolhidos vivos). Para o resgate de outros animais vivos, é necessário acionar o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). Para falar com a Zoonoses, deve-se ligar para os números 3449-4432 ou 3449-4434.

Zoonoses da SES-DF trabalha especificamente com animais já mortos. Mas morcegos podem ser recolhidos vivos. Fotos: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde DF
"No caso de animais domésticos, o recolhimento do cadáver é realizado caso o animal possua sinais clínicos compatíveis e laudo médico veterinário com suspeita ou confirmação para leishmaniose visceral, raiva e esporotricose, ou caso o animal tenha ido a óbito após um acidente de mordedura ou agressão com vítima humana. Animais sem vínculo epidemiológico não são recolhidos", adiciona.
É importante evitar contato direto com o cadáver dos animais silvestres ou domésticos com suspeita de doenças. Se for necessário, deve-se utilizar luvas. Também é preciso manter outros animais a distância e os cadáveres não devem ser jogados no lixo. Se o animal morto foi encontrado dentro de área de parque federal ou de preservação ambiental, é necessário acionar a administração do local.

Arte: Agência Saúde DF
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Veja também a lista de locais que oferecem a profilaxia pós-exposição.
* Com informações da Secretaria de Saúde



















