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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 12 de agosto de 2022

Realidade BrasileiraFoto:

Após ajudar a prender os acusados, eles querem entrar no programa de proteçãa a testemunhas, por medo de morrer

A prisão de mais cinco suspeitos de envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, nos sábado (6) e domingo (7), está longe de encerrar o caso. Testemunhas que ajudaram desde os primeiros momentos na solução do crime, do encontro dos corpos até apontar a rede criminosa que atua no Vale do Javari, revelam estar com medo. Pelo menos oito indígenas querem ingressar no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH). Eles se sentem abandonados pelo governo federal.

“Eu não sei mais quem está envolvido no assassinato do Bruno e do Dom que possa está solto por aí”, revela um indígena que esteve até minutos antes da partida dos dois à comunidade São Rafael, em 5 de junho, quando foram assassinados pelos agora réus Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como “Pelado”, e Jefferson da Silva Lima. A testemunha indígena integrava a Equipe de Vigilância da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari), um grupo que, na ausência do poder público, assumiu a autoproteção de Terras Indígenas (TI) no Vale do Javari. Por razões de segurança, a Amazônia Real não revelará seu nome. ...Leia mais