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As relações China-Brasil devem e vão avançar de forma estável e duradoura

As relações China-Brasil devem e vão avançar de forma estável e duradouraFoto: O Tempo

Cônsul geral da China no Rio de Janeiro

Por Li Yang - O Tempo - 22/08/2020 - 11:31:55

Perante as mudanças rápidas, profundas e complexas da atualidade mundial, a China e o Brasil, visando seus próprios interesses de longo prazo e aos interesses comuns globais, precisam reforçar a comunicação e a coordenação bilaterais, assim como manter o ímpeto da cooperação amigável, a fim de promover conjuntamente a parceria estratégica global entre os dois países a um novo patamar.

O desenvolvimento da cooperação amigável China-Brasil conta com um alicerce natural e condições vantajosas. Não existem graves problemas históricos nem conflitos atuais entre a China e o Brasil, duas potências em rápido desenvolvimento nos hemisférios Oriental e Ocidental. Ao contrário, os dois países possuem muitas semelhanças, bem como compatibilidade e complementaridade óbvias. Tanto a China quanto o Brasil são nações emergentes, contando com território, população e mercado gigantes, com culturas brilhantes e coloridas e povos simpáticos e amigos. Tendo histórico semelhante de sofrer intimidações, ambos os países valorizam ainda mais a paz e a segurança internacionais e defendem firmemente a igualdade e a justiça no mundo. Os dois povos têm uma amizade recíproca, contemplando mutuamente história, cultura e êxitos de construção.

Desde o estabelecimento das relações diplomáticas, há 46 anos, o relacionamento bilateral mantém, em termos gerais, uma boa tendência de desenvolvimento saudável e estável. Os intercâmbios e as cooperações bilaterais em diversas áreas trazem benefícios tangíveis para os dois povos. Os investimentos chineses no Brasil aproximam-se de US$ 80 bilhões, e a China é o maior parceiro comercial do Brasil. O volume total do comércio sino-brasileiro ultrapassou US$ 100 bilhões por dois anos consecutivos. Todos os anos, o Brasil tem superávit de dezenas de bilhões de dólares norte-americanos no comércio com a China. Em alguns anos, mais de dois terços do superávit total do Brasil vêm da China. No combate à Covid-19, os nossos países se uniram novamente. Podemos dizer que ampliar e aprofundar a cooperação amistosa China-Brasil é a vontade dos povos, a escolha da época e a inevitabilidade da história.

A promoção da cooperação amistosa China-Brasil condiz com a situação geral estratégica de desenvolvimento dos dois países. Como um ponto de destaque nas muitas semelhanças entre as duas nações, tanto a China quanto o Brasil carregam duras tarefas de desenvolvimento, encarando desafios sérios. Ambos precisam aproveitar o desenvolvimento para resolver uma série de problemas reais importantes, que envolvem a economia nacional e a vida do povo, incluindo o aumento da força nacional abrangente, aperfeiçoamento da administração social e melhoramento da vida do povo.

No contexto atual, em que a economia global permanece desacelerada e nenhum país consegue sair ileso, onde estão as oportunidades de desenvolvimento? De onde vem a dinâmica de desenvolvimento? Que tipo de estratégia de desenvolvimento deve ser escolhido? Pode-se dizer que são problemas difíceis que todos os países precisam resolver com urgência. Como economias emergentes em rápido crescimento, a China e o Brasil possuem suas próprias experiências, características e vantagens na promoção do desenvolvimento de alta qualidade. Por meio do reforço de intercâmbios e cooperações em diversas áreas, complementando-se em suas vantagens e ajudando-se quando em necessidade, os dois países podem não apenas abraçar-se para superar juntos as dificuldades, mas também formar uma união forte para criar um efeito abundante de “1+1>2”. A demanda por cooperação bilateral mais profunda é forte, o potencial é enorme, e o espaço é amplo. Nada pode impedir os dois parceiros estratégicos globais de aprofundar a cooperação de benefício mútuo, por meio de negociações amistosas.

A cooperação amigável China-Brasil corresponde ao interesse comum da comunidade internacional. Atualmente, perante um cenário internacional com grandes mudanças sem precedentes num século, paz e desenvolvimento continuam a ser temas presentes. É inegável, no entanto, que fatores negativos nas áreas de comércio, segurança e política internacionais, entre outras, tenham aumentado em níveis diferentes. O protecionismo, a mentalidade de Guerra Fria, a “lei da selva” e a política hegemônica tentam ressurgir. Essas ações de retrocesso histórico prejudicaram gravemente o ambiente de sobrevivência e desenvolvimento de todos os seres humanos e impedem diretamente a comunidade internacional de realizar a união estreita e cooperação em resposta à Covid-19. Sendo potências responsáveis, membros importantes dos Brics, defensores e beneficiários dos atuais direitos internacionais, das normas de relações internacionais e da ordem internacional, a China e o Brasil precisam reforçar a comunicação, coordenação e cooperação para salvaguardar os interesses comuns e de longo prazo da comunidade internacional.

Com a força e a influência dos dois países, a China e o Brasil devem e vão desempenhar um papel maior nos aspectos de promoção da globalização, de defesa e desenvolvimento do sistema multilateral de livre comércio, de aperfeiçoamento da governança global em diversas áreas, de salvaguarda da paz, segurança e justiça internacionais e de construção da comunidade de saúde e de destino comum da humanidade, a fim de aumentar o bem-estar comum do ser humano.

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