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Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga completa 42 anos

Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga completa 42 anosFoto: AGÊNCIA BRASÍLIA

Pioneiro no DF, local se tornou referência no Brasil por incentivar o aleitamento materno

Agência Brasília * I Edição: Carolina Jardon - 19/09/2020 - 19:39:06

Neste sábado (19), o Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) completa 42 anos de existência. O local, foi o primeiro banco de leite criado no Distrito Federal e o quinto em todo o país. Graças à iniciativa, milhares de crianças tiveram suas vidas salvas.

“Há muito o que se comemorar nesta data. O Banco de Leite Humano do HRT foi uma ideia inovadora na época e que ajudou a reduzir muito a moralidade de bebês. Além disso, sempre foi um local de referência em todo o país, sempre ajudou e orientou outros bancos de leite e visando sempre na assistência à amamentação, pois o objetivo é que todas as crianças sejam amamentadas”, explica Miriam Santos, coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do Distrito Federal.

O incentivo e apoio à amamentação sempre foi marca registrada do Banco de Leite do HRT, pois quando a mãe consegue amamentar seu filho com sucesso ela se transforma numa potencial doadora. Para Miriam, a doação de leite materno é uma causa que une pessoas de vários setores, pois é um ato singelo, mas que salva vidas.

“Graças à parceria com o Rotary Club de Taguatinga e depois, com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, que realiza a coleta domiciliar, conseguimos consolidar ainda mais o trabalho do Banco de Leite do HRT, que se tornou referência nacional e ajudou unidades até de outros países, que enviavam equipes para conhecer e se aprofundar no conhecimento e experiências do local”, relembra.

União de sucesso

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Quem contribuiu muito para a história do Banco de Leite Humano do HRT foi o casal do Rotary Club de Taguatinga, dona Cidalica Cordoba, de 83 anos e se esposo, José Cordoba, de 91 anos. Juntos, eles fizeram várias ações na época para conseguir implantar a unidade no HRT.

“Percebemos que os bebês que mamavam eram saudáveis e não tinham diarreia como os que não eram amamentados. No entanto, a ideia de implantar um Banco de Leite dentro do HRT não foi recebida tão bem por alguns médicos, pois eles tinham receio de não dar certo, por ser algo muito novo e incerto no Brasil”, relata Cidalica.

Depois da implantação do Banco de Leite Humano a dificuldade era de conseguir doadoras. No início, apenas duas mães aceitaram doar o leite, porém, moravam muito longe e às vezes não tinham condições financeiras de se deslocar até o Hospital Regional de Taguatinga.

“Com essa dificuldade, nós do Rotary Club começamos a fazer propaganda, divulgar e falar da importância de doar o leite materno e dávamos assistência às mães que não tinham condições, ajudávamos com alimentos e até mesmo com o vale-transporte. Uma das nossas ações conseguiu arrecadar 25 toneladas de alimentos para incentivar e apoiar a doação de leite. Naquele tempo, só as mães pobres doavam leite”, relata.

Com o passar dos anos, o casal dava apoio ao trabalho do Banco de Leite realizando reuniões abordando a importância da amamentação e de como um pote leite doado poderia salvar a vida de vários bebês. Além disso, continuava ajudando na divulgação do banco de leite.

“Meu marido fez poesias e contos para serem colocados lá dentro do Banco de Leite do HRT e sempre que podíamos, fazíamos ações para em prol do da unidade. Mas, por conta da nossa saúde, estamos afastados. Foi uma luta que valeu à pena, o que fizemos foi de coração, com muito amor e carinho e que salvou milhares de bebês”, afirma Cidalica.

Trabalho

Para Maria das Graças Cruz, enfermeira e chefe do Banco de Leite Humano do HRT, o aniversário de 42 anos é motivo de muita comemoração, já que o local é reconhecido nacionalmente pelo seu trabalho e por ser grande incentivador da amamentação.

“Dizemos aqui que o apoio à amamentação representa 75% do nosso trabalho, pois se a mãe amamenta seu bebê ela também consegue alimentar outro bebê e assim, ajuda uma criança que precisa. Reforçamos a importância da doação dentro de todos os hospitais e, principalmente, na maternidade, para que as mães com dúvidas ou dificuldades saibam que podem contar com nosso apoio”, destaca.

Maria das Graças agradece com carinho o apoio de dona Cidalica e seu esposo na criação do Banco de Leite do HRT. Além disso, ela faz um agradecimento especial a todas as doadoras, pois graças ao leite materno doado é possível salvar a vida de diversos bebês.

Quem precisar de orientações sobre a amamentação ou tiver interesse em ser doadora, basta comparecer a um dos Bancos de Leite Humano do DF ou ligar para o Disque 160, opção 4.

O reconhecimento

Matheus Rezende foi paciente do Banco de Leite do HRT. Ele fez questão de agradecer à equipe da unidade e contar um pouco de sua história

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