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Brasil virou um imenso Carandiru, com 200 mil mortos, e Bolsonaro culpa a imprensa

Brasil virou um imenso Carandiru, com 200 mil mortos, e Bolsonaro culpa a imprensaFoto: Marcos Corrêa - Agência Brasil

Não há sintonia entre autoridades. Bolsonaro e áulicos batem cabeça. Enchem os ouvidos da população com bobagens. Botam a culpa em governos anteriores e na imprensa.

Vicente Limongi Netto - Tribuna Da Internet - 06/01/2021 - 16:38:10

Bolsonaro assistiu ao filme “Carandiru”, focinho e unha do Brasil. “Não consigo fazer nada. O Brasil quebrou. A mídia potencializa a pandemia” – brada o chefe da nação, chorando pitangas e tolices. Patético país. O governo é um Carandiru. O Brasil é o próprio Carandiru. Ninguém se entende. Não há sintonia entre autoridades. Bolsonaro e áulicos batem cabeça. Enchem os ouvidos da população com bobagens. Botam a culpa em governos anteriores e na imprensa.

Time de incompetentes. A vacina, coitada, virou “Conceição”, a canção de Jair Amorim, canção imortalizada por Cauby Peixoto. “Ninguém sabe, ninguém viu”. A quadra brasileira é dramática. A politicalha grassa e emporcalha o Brasil. O ano novo chegou anunciando para breve o assustador recorde de 200 mil mortos pela covid. Amarguras e decepções do ano velho insistem em perdurar em 2021.

MEU AMIGO GÉRSON – Com 76 anos, em toda minha longa vida de boleiro, ainda me garanto jogando duas “peladas” por semana. Suspensas por causa da pandemia. Sei o perfume que a bola gosta, vi grandes jogadores atuando. Destaco cinco deles, a meu ver craques extraordinários, eternos e inesquecíveis: Gerson, Pelé, Garrincha, Nilton Santos e Maradona.

Gerson Nunes, o cerebral meia-armador que encantou o mundo jogando com personalidade, objetividade e inteligência, completa 80 anos de idade, no próximo dia 11. Uma segunda-feira com céu estrelado. Corais de anjos saudarão o formidável Gerson. Niterói em festa.

O “Canhotinha de Ouro” antevia as jogadas. Antes de receber a bola já sabia o que fazer com ela. Seus passes longos e precisos foram fundamentais para a conquista do Tri, no México.

DEPOIS DE DIDI – Há 50 anos Didi, outro fantástico jogador, com quem Gerson aprendeu muito, passou o bastão de meia-armador para ele. Há 50 anos! Hoje, incrível, Gerson ainda não encontrou substituto. Não encontrou tanto nos clubes, nem na seleção pentacampeã do mundo.

Gerson, também conhecido como “Papagaio”, enxergava o jogo como ninguém. Dentro de campo, com maestria, alterava o posicionamento de determinado companheiro, para fugir da forte marcação homem a homem do adversário. Facilitando a penetração e a alternância de jogadas de outros colegas.

GRANDE COMENTARISTA – Gerson tinha visão de jogo e conhecimento tático. Hoje, como comentarista da rádio Tupi, analisa o jogo com igual precisão. Tem canal no Youtube e página no Instagran. Critica e elogia com autoridade e respeito.

Aliás, seus elogios e críticas servem de forte estímulo para todo jogador que se preza. Gerson é personalidade sempre ouvida e consultada por todos que atuam no futebol e gostam do bom jogo. É cidadão exemplar. Dedicado chefe de família.

Os que conhecem Gerson e convivem com ele sentem orgulho de ser seu amigo e admirador. Entre os quais me incluo, com honra, alegria e prazer. Forte abraço, mermão! Muita saúde e vacinas. A galera da “pelada” “Amaralzão” também te saúda.

ANALFABETO POLÍTICO – Por fim, o jornalão Folha de S. Paulo publicou meu comentário sobre um artigo publicado na seção Tendências/Debates, na segunda-feira, sob o título “Por uma nova Constituição”. Dei a seguinte opinião e não mudo uma vírgula:

“Só mesmo amestrados políticos, como Ricardo Barros (PP-PR), têm o descaramento de defender tal sandice”.

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