Brasileiros viajam em grupos ou sozinhos para Santiago, no Chile, para fotografar aviões

Brasileiros viajam para Santiago, no Chile, para fotografar aviões

Brasileiros viajam em grupos ou sozinhos para Santiago, no Chile, para fotografar aviões
Brasileiros viajam em grupos ou sozinhos para Santiago, no Chile, para fotografar aviões

Fábio Pescarini Santiago, Chile (folhapress) - 12/04/2026 11:49:59 | Foto: Dhiego Henrique - Agência Minas

Quase tão fácil quanto encontrar alguém com máquina fotográfica e enormes lentes apontadas para o alto era achar esses equipamentos nas mãos de gente falando português.

Dezenas de fotógrafos brasileiros, entusiastas por aviação, viajaram na última semana a Santiago, no Chile, para registrar a edição de 2026 da Fiade (Feira Internacional de Ar e Espaço, na tradução), apontada como a maior da América Latina e que há 46 anos ocorre bienalmente.

Ao menos meia centena deles se espalha desde a última terça-feira (7) pelo evento que vai até este domingo (12), na Base Aérea de Santiago junto ao aeroporto internacional Arturo Merino Benitez.

São fotógrafas e fotógrafos que viajaram em grupo ou sozinhos para registrar mais de cem aeronaves, entre aviões e helicópteros (boa parte militar).

Entre os cerca de 450 expositores da indústria bélica, há de armamentos simples, como pistolas, a misseis, drones e, claro, aviões, inclusive civis.

Mas o interesse desses fotógrafos estava no ar, ou quando o ensurdecedor som de turbinas anunciava que alguma estrela da exposição iria subir.

A principal delas é o caça de origem norte-americana F-35A Lightning II, pilotado pelo comandante Sean "Rambo" Loughhlin, do grupo F-35 A Demo Team, da Força Aérea dos EUA.

Nesta sexta (10), ele voou duas vezes. Uma sozinho e outra com dois caças F-16 da Força Aérea Chilena e um cargueiro KC-137, com uma espécie de reabastecimento no ar e diante das lentes e dos olhares do público que lota a feira o local do evento –em 2024 foram mais de cem mil pessoas, ao todo.

O médico veterinário Felipe Takigawa, 29, de Campinas (SP), não se cansava de mostrar a imagem registrada por ele do "cone de ar", o momento em que o F-35 rompe a barreira do som. "Vou baixar e postar hoje essa foto", afirmou.

Takigawa faz parte do grupo Brazilan Spotters, que reúne centenas de aficionados por fotografias aéreas do Brasil e de outros países, inclusive do Chile.

A Folha acompanhou durante dois dias ao menos dez integrantes do Brazilian que viajaram a Santiago, com uma diversidade de equipamentos, mas sempre com grandes lentes.

O servidor público Fernando Garcia, de Guarulhos (SP), um dos criadores do grupo, é plane spotter (observador, no caso fotógrafo, de avião, na tradução literal) há quase duas décadas E foi à Fidae pela segunda vez.

"A 'brasileirada' vem para cá porque aqui há muitas aeronaves diferentes", afirmou, citando o cargueiro A-400, da Airbus, que tinha uma unidade da Força Aérea Espanhola na feira, além de aviões militares dos Estados Unidos e do Brasil, que até quinta-feira (9) manteve exposto também cargueiro KC-390, fabricado e exportado pela Embraer.

"No Brasil não há muitas feiras aéreas internacionais. Para quem gosta de avião é algo diferente", disse.

Além das aeronaves militares, se destacam nesta semana de feira, apresentações dos Halcones, grupo acrobático chileno, tradicional na America do Sul e ganhador de prêmios na Europa, e o argentino Jorge Malatini, que aos 68 anos, que fez o público vibrar com suas manobras, entre outros.

Para o técnico de enfermagem Henrique de Nadai, 37, de Boituva (SP), a edição deste ano da Fidae foi especial. Apesar de ser um apaixonado por aeronaves, foi a primeira vez que voou de avião. "Voar é indescritível", afirmou ele.

"A Fidae acaba virando um vício, com apresentações cada vez mais elaboradas, com muitas novidades", afirmou a servidora pública Silmara Bettini, 53. "Spotter é assim, não escolhe um, mas todos", disse, ao ser questionada se algum avião em especial a havia feito visitar a feira pela segunda vez.

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