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Covid-19: Relatório de riscos do Hran aponta níveis críticos de insumos

Covid-19: Relatório de riscos do Hran aponta níveis críticos de insumosFoto:

O documento aponta ainda déficit evidente de profissionais de enfermagem para prestação de assistência segura ao paciente. A Secretaria de Saúde afirma que não há falta de equipamentos

Por Agatha Gonzaga - Correioweb - 13/04/2020 - 22:38:42

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, o Conselho Regional de Enfermagem e o Sindicatos dos Enfermeiros realizaram, na última semana, uma fiscalização no Hospital Regional da Asa Norte ( Hran ) para avaliar as condições de atendimento da unidade selecionada pelo GDF para tratamento exclusivo dos casos de coronavírus da capital. O relatório final, divulgado nesta segunda-feira (13/04), apontou níveis críticos de insumos e equipamento de proteção individual (EPIs), além de déficit de profissionais da área de enfermagem.

De acordo com o documento, o hospital tem mantido o estoque de máscaras e macacões por meio de doações. No momento da fiscalização, havia apenas 50 unidades de cada item. Outra preocupação levantada pelos órgãos é o número de profissionais para atender casos da Covid-19. Segundo o levantamento, 628 funcionários da enfermagem atuam na unidade, sendo 136 enfermeiros e 492 técnicos e auxiliares em enfermagem. O déficit é calculado em 118 enfermeiros, 368 técnicos e auxiliares.

Segundo Francielle Martins, responsável pela clínica médica do Hran, houve a contratação, pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF), de mais profissionais médicos para atuarem na emergência do hospital durante a pandemia. No entanto, “o processo de admissão não exige a formação de residência em clínica médica, o que preocupa a direção do hospital quanto à contratação de médicos recém-formados ou menos experientes, sem vivência em UTI, para conduzirem pacientes graves e complexos, vítima de uma doença de curso ainda obscuro”.

Segundo a Secretaria de Saúde, a pasta tem ciência dos apontamentos dos conselhos e sindicato, e trabalha para atender as recomendações descritas no relatório. Ainda assim, a pasta destaca que não há falta de equipamentos de proteção. “A distribuição foi modificada para que neste momento não haja desperdício nas unidades e seu uso seja o mais consciente possível para que não falte a nenhum profissional de saúde", informou a secretaria.

A unidade de Plano Piloto têm, até o momento, 33 casos suspeitos da doença, internados, e cinco casos positivos de pacientes isolados na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital. Restam 58 leitos disponíveis.

Outros problemas

A fiscalização também apontou outras demandas e preocupações dos setores de saúde. De acordo com o documento, há equipamentos antigos sem contrato de manutenção para respiradores e bombas, que estão sendo mantidos com doação de prestadores de serviços, e não há climatização adequada no Pronto Socorro, o que dificulta a locomoção dos servidores que utilizam a paramentação completa.

Além disso, não há sistema de pressão de ar negativa nem filtros HEPA (High Efficiency Particulate Arrestance) para exaustores nas enfermarias do hospital. Os filtros purificam o ar de ambientes fechados e são capazes de eliminar bactérias e vírus.

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