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CPI do Feminicídio na Câmara Legislativa começa abalada no DF

CPI do Feminicídio na Câmara Legislativa começa abalada no DFFoto: Correio Braziliense

Hermeto garante que não deixará a CPI

Correio Braziliense - 02/11/2019 - 16:53:49

Levou mais de 40 dias para que os blocos indicassem os nomes que comporiam a CPI do Feminicídio, e a comissão sofreu um abalo antes mesmo de que as primeiras ações fossem feitas. As denúncias de violência doméstica contra o distrital Hermeto (MDB), um dos cinco titulares do grupo, e a decisão da Justiça de impedi-lo de se aproximar da ex-mulher com base na Lei da Maria Penha colam uma imagem negativa à CPI que, na prática, nem começou. O deputado nega as acusações e se diz vítima de armadilha política e pessoal. A pressão para que Hermeto deixe a CPI será grande. Além de tudo, a iniciativa dos distritais nunca foi bem vista pelo Palácio do Buriti, que avalia a ação como ineficaz. Agora, para virar o jogo, o trabalho dos deputados da CPI precisará ser muito maior.

“Não saio”

Mesmo diante da repercussão das acusações, Hermeto garante que não deixará a CPI. “Não saio da CPI. Nunca cometi violência contra mulheres. Isso seria um atestado de culpa, e eu não tenho culpa. Sempre protegi as mulheres”, disse ontem, ao Correio. Movimentos femininos, no entanto, planejam manifestações contra a participação do deputado na CPI para a próxima sessão da Câmara Legislativa, na terça-feira.

Pregão cancelado

O governador Ibaneis Rocha cancelou o pregão para compra de produtos alimentícios para a Vice-governadoria. O aviso de licitação, publicado na quarta-feira, causou constrangimento e previa a aquisição de 1,5 tonelada de carnes, além de queijos, nozes e outros tipos de produtos. A estimativa era de que o valor total chegasse a

R$ 147 mil e que as compras descritas fossem suficientes para 12 meses.

 (Ariel Gomes/governo do Ceará)

Concurso prorrogado

Decisão do Tribunal de Contas do DF prorrogou por mais dois anos o concurso para agentes penitenciários do DF realizado em 2014. Ao julgar a ação, movida pela Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB/DF), os conselheiros entenderam também que os candidatos eliminados pela cláusula de barreira, que estabelecia como pré-requisito obter pontuação mínima e se classificar entre os 1,2 mil primeiros colocados, poderiam ser convocados. Cerca de 2 mil candidatos atingiram a nota exigida, mas ficaram acima da posição limite. Uma das justificativas para flexibilização foi o deficit de agentes no sistema penitenciário.


 (Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Punição para torcedores violentos

O Senado aprovou projeto de lei que amplia de três para cinco anos o tempo de banimento de torcidas organizadas que violarem o Estatuto de Defesa do Torcedor. O projeto foi relatado pela senadora do DF, Leila Barros (PSB), e amplia a punição também para atos praticados pelos torcedores fora de estádios. O tema agora segue para a sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

 (Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

Ponto para caminhoneiros

O governador Ibaneis Rocha sancionou a lei que cria programa para criar pontos de apoio para caminhoneiros nas vias de acesso a regiões administrativas. Os locais oferecerão banheiros, vestiários e sala de descanso para motoristas. O governo lançará licitação para a construção das paradas. A proposta era do próprio Executivo, mas foi elaborada em parceria com o distrital Valdelino Barcelos (PP), eleito pela categoria para a Câmara Legislativa.


Só papos

 (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

“O ministro Ricardo Salles deveria ter solicitado o seu afastamento do partido no momento em que foi chamado para o governo Bolsonaro e sem indicação alguma do Novo. A gestão dele em momento nenhum passou pela nossa fiscalização ou pela nossa consulta…”

Júlia Lucy (Novo-DF), deputada distrital


 (Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press)

“Quem não reza cartilha do Amoêdo é boicotado”

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente

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