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Deputados distritais reagem contra ameaça de corte de recursos na Fundação de Apoio à Pesquisa

Deputados distritais reagem contra ameaça de corte de recursos na Fundação de Apoio à PesquisaFoto: Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa

Julia Lucy defendeu o investimento em ciência e tecnologia para gerar empregos e informou que as articulações políticas para evitar o corte já foram iniciadas

Núcleo De Jornalismo – Câmara Legislativa - 05/11/2019 - 18:56:18

Alguns deputados distritais reagiram na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta terça-feira (5) contra a ameaça de corte de recursos destinados à Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP). A deputada Julia Lucy (Novo) disse que foi pega de surpresa na semana passada com informações de que o GDF quer reduzir os recursos da FAP de 2% do Orçamento para apenas 0,3%. Para ela, trata-se de uma "redução muito drástica", especialmente quando vivemos um grave quadro de desemprego.

Julia Lucy defendeu o investimento em ciência e tecnologia para gerar empregos e informou que as articulações políticas para evitar o corte já foram iniciadas. "Antes de cortar verba de ciência e tecnologia, porque não diminuir os cargos comissionados ou não racionalizar outros gastos administrativos", ponderou, pedindo o apoio dos colegas contra a proposta do GDF.

Na opinião do deputado Leandro Grass (Rede), a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) do governo "é uma vergonha". "Não sei como o governo tem coragem de mandar uma matéria desta para cá, enquanto gasta milhares com diárias e passagens", completou.

Escravidão – O deputado Chico Vigilante (PT) usou a tribuna na sessão de hoje para criticar a informalidade no mercado de trabalho. Segundo ele, especialistas apontam que 50% dos brasileiros estão trabalhando na informalidade, "ao contrário do que os pregadores da reforma trabalhista diziam". Para ele, algumas atividades ultrapassam a informalidade e são maneiras de escravidão moderna, como os aplicativos para entrega de comida, que contam com trabalhadores sem nenhum direito.

Vigilante criticou o papel da classe média, que estaria ajudando nesta forma de escravidão ao utilizar os aplicativos, "que também vale para os operadores do Uber". "Não podemos aceitar a exploração destes trabalhadores. É uma situação desumana. É preciso que a sociedade pare e reflita sobre a situação destes trabalhadores, contra a escravidão do século 21", sentenciou.

Novembro negro – Já o deputado Fábio Felix (PSOL) destacou o início das atividades do novembro negro, com a realização de uma roda de candomblé na praça da CLDF, na última sexta-feira (1º). O deputado disse que durante todo o mês pautará uma série de temas em defesa do povo negro, por meio de debates, audiências públicas e outras atividades. No dia 20 de novembro comemora-se o Dia da Consciência Negra, numa referência ao dia da morte do líder Zumbi dos Palmares, há 304 anos. Na opinião do deputado, o mito da democracia racial no Brasil empurra para debaixo do tapete a discussão sobre o racismo e a violência racial.

Luís Cláudio Alves
Fotos: Carlos Gandra/CLDF

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