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“Deus me permitiu viver para ver isso”, diz ministro da Justiça de Dilma sobre elogios de Moro

“Deus me permitiu viver para ver isso”, diz ministro da Justiça de Dilma sobre elogios de MoroFoto: Tribuna da Internet

Moro citou a garantia da autonomia da PF na gestão de Cardozo

Mariana Carneiro E Guilherme Seto-folha / - 25/04/2020 - 21:02:55

Ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff (PT), o advogado José Eduardo Cardozo disse ter se surpreendido com os elogios indiretos que Sergio Moro fez à sua gestão à frente da pasta ao deixar o governo Jair Bolsonaro nesta sexta-feira, dia 24.

“Foi garantida a autonomia da Polícia Federal durante esses trabalhos de investigação. É certo que o governo na época tinha inúmeros defeitos, aqueles crimes gigantescos de corrupção”, afirmou Moro, sobre à época em que a Polícia Federal deflagrou a operação Lava Jato e em que ele era juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba.

ABSOLVIÇÃO – “Foi fundamental a manutenção da autonomia da PF para que fosse possível realizar esse trabalho. Seja de bom grado ou seja pela pressão da sociedade, essa autonomia foi mantida”, completou. “Ainda bem que Deus me permitiu viver para ver isso. A história me absolverá, e antes do que eu esperava”, afirma Cardozo, em tom de brincadeira. Ele foi ministro da Justiça entre 2011 e 2016.

Ele diz que Moro fez um contraponto legítimo e foi justo em sua colocação. Cardozo afirma que, de fato, foi pressionado por diversas pessoas para interferir em investigações da Polícia Federal. “Os esquerdistas cobravam que eu interferisse nas investigações da Polícia Federal e os direitistas me acusavam de aparelhar com objetivos políticos. Nunca permiti que nada do tipo acontecesse”, diz.

MÁ COMPREENSÃO – “Existe uma má compreensão sobre a função do Ministério da Justiça e acreditam que ele pode ser usado para interferir politicamente no trabalho de investigação. Não pode. E o Moro acabou em um governo que faz essa confusão”, avalia Cardozo.

Sobre a acusação feita por Moro de que Bolsonaro teria tentado interferir na autonomia da Polícia Federal, o petista diz que ele tem que ser convocado pela Câmara para explicar detalhadamente o que aconteceu o que pode levar à sua responsabilização judicial —ou seja, o impeachment.

“O que o Moro descreveu é gravíssimo. Querer desarmar uma arquitetura institucional para aparelhar politicamente a Polícia Federal é algo que não se pode deixar passar. Tem que ser investigado a fundo”, conclui.

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