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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 19 de outubro de 2021

Dez mulheres e duas amigas entre os 12 cientistas mais influentes da América Latina

Dez mulheres e duas amigas entre os 12 cientistas mais influentes da América LatinaFoto: Reprodução Maria José Rocha Lima[1]

Por isto, estou celebrando duas vezes por serem dez mulheres liderando numericamente o ranking do ICS –UFBA dos doze cientistas mais influentes na América Latina e porque entre elas duas são amigas muito queridas

Maria José Rocha Lima[1] - 11/10/2021 - 11:11:42

Os tempos parecem que estão mudando! Dez mulheres constam na lista dos cientistas mais influentes na América Latina. Elas estão liderando, numericamente, o ranking dos doze cientistas do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia.


O Instituto de Saúde Coletiva da UFBA tem 12 professores na lista dos cientistas mais influentes da América Latina, segundo o ranking internacional AD Scientific Index 2021. O índice avalia a produtividade acadêmica de cientistas de diversas áreas, considerando o desempenho total e dos últimos cinco anos.

Os professores do ISC/UFBA reconhecidos pelo índice são: Naomar Almeida Filho, Estela Aquino, Glória Teixeira, Inês Dourado, Vilma Souza Santana, Maria Guadalupe Medina, Carmen Teixeira, Ligia Maria Vieira da Silva, Rosana Aquino, Federico Costa, Leny Trad e Sheila Alvim.

O levantamento identificou os 10 mil principais cientistas latino-americanos, comparando os valores obtidos pelos pesquisadores no índice i10, índice h e pontuações de citação no Google Scholar. O índice i10 considera o número de publicações com, no mínimo, 10 citações. Já o índice h é o número de artigos com citações maiores ou iguais a esse número, por exemplo, um cientista com h = 15 tem 15 artigos que receberam 15 ou mais citações; um cientista com h = 30 tem 30 artigos com 30 ou mais citações; e assim por diante.

Que venham prêmios e reconhecimento das mulheres. Em junho de 2021 a cientista Sarah Gilbert, professora da Universidade de Oxford e uma das criadoras da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19, recebeu uma bela homenagem, durante a abertura do torneio de Wimbledon. Os espectadores homenagearam a cientista, aplaudindo-a de pé, antes do início dos jogos no torneio de tênis em Londres.

A Dama Sarah Gilbert foi ovacionada, no Reino Unido, por ser uma cientista! Talvez tenha sido a primeira mulher a merecer tamanho reconhecimento, num estádio de esportes.

Analisando a evolução dos prêmios concedidos às mulheres, observa-se uma tímida evolução, muito aquém das suas presenças, inclusive na área social, na qual as mulheres se destacam e ainda assim continuam sub-representadas.


Por isto, estou celebrando duas vezes por serem dez mulheres liderando numericamente o ranking do ICS –UFBA dos doze cientistas mais influentes na América Latina e porque entre elas duas são amigas muito queridas: Lígia Vieira, amiga da juventude, na militância política, e Maria Guadalupe Medina, amiga da infância. A notícia me foi dada por sua irmã Maria das Dores Medina, também estudiosa na área médica.

Às dez mulheres, cientistas, dedico as minhas singelas congratulações e a minha luta contínua para que as mulheres recebam todos os prêmios de reconhecimentos, nas hostes das academias científicas, mundo particular, muito pouco frequentado por mulheres.


[1] Maria José Rocha Lima é mestre e doutoranda em educação. Foi deputada de 1991 a 1999. É PSICANALISTA DA Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Psicanálise. Membro da Soroptimist International Sudoeste SIBrasilia.


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