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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 21 de setembro de 2021

Foto: Yuri Salvador

"Dia de unir nas ruas revolta e esperança", diz nova presidenta da UNE sobre o #24J

Estudante de Direito em Manaus, Bruna Brelaz assume a presidência da UNE em plena movimentação pelo #24J

Redação Rede Brasil Atual - 23/07/2021 - 09:49:29

Com a UNE a caminho do #24J, Bruna Brelaz é a primeira mulher negra a assumir a presidência da entidade

A nova presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bruna Brelaz, 26 anos, é a entrevistada de Juca Kfouri no programa Entre Vistas, às 21h30 desta quinta-feira (22), na TVT. Bruna é a primeira mulher negra, e da região Norte, a presidir a UNE. Ela foi eleita no último domingo (18), em congresso virtual e sucede o estudante de Economia da Universidade de São Paulo, Iago Montalvão.

Aluna de Direito da Universidade do Estado do Amazona (UEA), a jovem fala sobre o desafio de dirigir a principal organização estudantil do país num momento tão nebuloso da história. Isso porque a UNE está na linha de frente da Campanha Nacional Fora Bolsonaro e, assim, a nova presidenta já encara, no sábado, o #24J. É a quarta jornada de mobilização nacional, com quase 300 manifestações marcadas para ocorrer em todo o Brasil, e também em 15 países.

Bruna Brelaz é a primeira mulher negra a assumir a presidência da UNE / Mateus Luiz Weber

“O #24J é meu primeiro ato como presidenta da UNE e estou bem nervosa. Porque imagine a responsabilidade de carregar na mochila todos os sonhos e anseios desses estudantes pelo Brasil afora que vão às ruas neste 24 de julho”, explica Bruna. Para ela, o Brasil está cansado desse governo que não consegue apresentar um projeto de país. Incompetência agravada pela condução criminosa da pandemia do novo coronavírus, que já tirou a vida mais de 547 mil brasileiros.

“A gente já está no limite, quando a gente vê as mortes pela covid-19, quando a gente vê os nossos morrendo por bala perdida, os indígenas perdendo direitos, a nossa Amazônia sendo destruída. Tudo isso é de causar muita indignação”, afirma.

A presidenta da UNE avalia que o Brasil deve responder a esse momento de revolta no coração com esperança e atitude. “Isso porque sem a capacidade de nos revoltarmos nós vamos conseguir chegar ao sentimento de esperança. Precisamos trabalhar essa revolta, que é sentimento que tem no coração de cada estudante desse país, de cada brasileiro diante de uma situação tão calamitosa, e diante de um governo sem projeto”, diz a líder estudantil.

::Meio milhão de mortos por covid: o que Bolsonaro (não) fez até esta marca::

Ao contrário, como observa Bruna, há um deboche da principal autoridade do país diante desse cenário caótico. “Então, existe esse misto de revolta e esperança. Revolta porque a gente está cansada desse governo. E esperança porque sabemos que vamos vencer, a partir da mobilização que a gente vai construir nas ruas.”

Segundo Bruna Brelaz, o movimento estudantil, junto com as dezenas de organizações que integram as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, lembra que os atos do #24J estarão cercados de cuidados. Desse modo, haverá distribuição de máscaras, álcool em gel e brigadas de voluntários para ajudar na orientação para o distanciamento social e a segurança nos protestos. As mobilizações para o #24J, a história da jovem presidenta da UNE, os desafios na luta em defesa da educação pública, da ciência e da democracia estão na pauta do Entre Vistas, com Juca Kfouri.

Confira a entrevista:



Saiba mais sobre Bruna Brelaz

A ex-aluna do Instituto de Educação em Manaus só aprendeu a circular para além do bairro em que morava quando conheceu o movimento estudantil. Agora, promete rodar os 26 estados e o Distrito Federal na luta do Fora Bolsonaro, em defesa da democracia e da soberania do país. Para encher o peito e se preparar diante da mais devastadora conjuntura nacional desde a redemocratização, busca inspiração na história de vida da sua mãe.

“Ela enfrentou muita coisa sozinha, assim como a minha avó que veio lá de Codajás, no interior do Amazonas e teve de se virar do jeito que dava em Manaus. Minha mãe criou duas filhas numa luta enorme, dormiu na fila pra fazer a minha matrícula em uma escola pública boa. São coisas que eu nunca vou conseguir imaginar como é. Assim, é a minha referência.”

Apaixonada por dona Dyla em cada sílaba do seu relato, Bruna Brelaz acaba descrevendo a vida das inúmeras mulheres chefes de família. E com isso, carrega para a UNE e para o futuro não somente a sua vida, mas as de milhões de brasileiras. (Leia história completa no site da UNE)

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