As buscas se concentram na região da comunidade quilombola, onde há uma densa mata e um rio
Curitiba, Pr (folhapress) - 20/01/2026 08:19:33 | Foto: Divulgação/SSP-MA
Duas crianças de uma comunidade quilombola no interior do Maranhão estão desaparecidas desde o dia 4 de janeiro de 2026 e equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Exército seguem nas buscas.
Desde o domingo (18) também há o reforço de equipes ligadas à Marinha do Brasil. As buscas se concentram na região da comunidade quilombola, onde há uma densa mata e um rio. Veja o que se sabe sobre o caso até aqui.
QUEM SÃO AS CRIANÇAS DESAPARECIDAS E ONDE ELAS MORAM?
As crianças que seguem desaparecidas são os irmãos Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4, moradores da comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, município do interior do Maranhão com pouco mais de 100 mil habitantes.
Familiares relatam que as crianças saíram de casa para brincar na tarde de 4 de janeiro, um domingo, e não voltaram mais. Na comunidade quilombola, vivem cerca de 250 pessoas e as crianças costumam brincar entre as casas, em ruas de terra.
COMO AS CRIANÇAS DESAPARECERAM?
As circunstâncias do desaparecimento ainda estão sendo investigadas, mas a suspeita é de que eles se perderam ao entrar na mata que fica na região, perto das casas. Naquele momento, os irmãos estavam com uma terceira criança, Anderson Kauã, 8, que foi localizado no dia 7 de janeiro. Anderson é primo de Ágatha e Allan.
Ele foi encontrado por carroceiros em uma estrada de terra a cerca de 4 km da comunidade quilombola. O menino estava debilitado e foi levado a um hospital.
O QUE A CRIANÇA ENCONTRADA DISSE ÀS AUTORIDADES?
Anderson relatou às autoridades que entrou na mata em busca de um pé de maracujá. Também disse ter passado por uma casa destruída e abandonada dentro da mata e que, a partir daquele ponto, seguiu sozinho, sem as outras duas crianças, que estavam extenuadas.
As equipes de buscas encontraram o local e cães farejadores identificaram traços da presença das crianças na área.
COMO AS BUSCAS ESTÃO SENDO REALIZADAS?
Equipes de buscas tentam percorrer toda a mata da região e também iniciaram uma varredura no rio Mearim. São profissionais ligados à Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Exército. Também há o apoio da prefeitura de Bacabal, da comunidade local e de voluntários.
Além disso, desde o domingo (18) há o reforço da Marinha do Brasil, que realiza buscas no rio Mearim com uso do side scan sonar, equipamento que permite o mapeamento detalhado do fundo do rio. Também conta com uma embarcação do tipo voadeira e uma moto aquática.
Duas aeronaves são utilizadas para sobrevoo de área, assim como drones. Também foram encaminhados ao local seis cães farejadores.
Em paralelo, as investigações da Polícia Civil seguem em andamento, porque as autoridades dizem não descartar nenhuma hipótese. Familiares, moradores e outras pessoas que possam contribuir para a resolução do caso estão sendo ouvidas.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado, mais de 500 pessoas estão mobilizadas no total.
COMO É A REGIÃO DE MATA ONDE AS CRIANÇAS ESTÃO PERDIDAS?
De acordo com o governo do Maranhão, a área tem grandes trechos de mata densa, de difícil acesso, presença de palmeiras e árvores de grande porte. Também tem áreas com vegetação espinhosa, trechos descampados e secos, além de pontos alagados e diversos cursos d'água.
Para a realização das buscas, toda a área da mata foi dividida em quadrantes e, por meio de um aplicativo de geolocalização, os trechos já percorridos pelas diferentes equipes aparecem em um mapa interativo.
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