Países enviam equipes e se prontificam a ajudar Venezuela após terremoto
São Paulo, Sp (folhapress) - 25/06/2026 17:25:27 | Foto: RS/Fotos Públicas D a D
Líderes de vários países, incluindo de Estados Unidos e Brasil, manifestaram apoio à Venezuela e ofereceram ajuda nas operações de busca e resgate após os terremotos na noite de quarta-feira (24) que provocaram mortes e destruição.
O presidente dos EUA, Donald Trump, que em janeiro determinou uma ação militar em Caracas para capturar o ditador Nicolás Maduro, escreveu na plataforma Truth Social que a Casa Branca está "pronta, disposta e apta" a ajudar. Segundo ele, os terremotos configuram eventos de "enorme magnitude".
Antes, o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, já havia dito que Washington dará uma resposta "grande, rápida e eficaz" à tragédia no país sul-americano.
Na América Latina, os governos do Equador, Argentina, Uruguai e Brasil ofereceram ajuda. Ainda na quarta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou uma avaliação do Ministério das Relações Exteriores para estudar medidas de assistência.
O objetivo, segundo nota divulgada por Lula, é adotar medidas de assistência para ajudar a Venezuela. A avaliação será feita em conjunto com a embaixada do Brasil em Caracas.
A União Europeia também está disposta a prestar ajuda, anunciou nesta quinta-feira (25) a comissária de Gestão de Crises do bloco, Hadja Lahbib. Ela informou que o sistema europeu Copernicus, de observação por satélite, foi ativado para apoiar as operações de resgate.
Na Espanha, o premiê Pedro Sánchez ofereceu apoio a Caracas, enquanto o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, disse que o país europeu está pronto para fornecer qualquer ajuda emergencial necessária.
"A Espanha e eu oferecemos nosso total apoio ao povo venezuelano após os terremotos devastadores desta noite", publicou Sanchez no X. "Nossos pensamentos estão com as vítimas e suas famílias".
Também na Europa, a Alemanha ofereceu o envio de seis aeronaves militares para ajudar nos esforços de socorros, disse o ministro da Defesa do país. "As Forças Armadas alemãs estão prontas e podem disponibilizar até seis aeronaves de transporte A400M em curto prazo assim que o apoio for solicitado", escreveu Boris Pistorius em comunicado.
Já a Suíça anunciou o envio de 80 socorristas, oito cães de busca e 18 toneladas de equipamentos de resgate para ajudar as equipes venezuelanas nos trabalhos de busca.
A China fará o que puder para ajudar a Venezuela, escreveu em nota o Ministério das Relações Exteriores chinês. Até a tarde desta quinta, não havia relatos de cidadãos chineses entre as vítimas, disse o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, em entrevista à imprensa em Pequim.
Itália e Irã afirmaram que estão disponíveis para prestar assistência.
Países enviam equipes e se prontificam a ajudar Venezuela após terremoto
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Vários países já se prontificaram a ajudar nas operações de buscas na Venezuela e disseram ter enviado equipes especializadas após o forte terremoto que atingiu o país na noite desta quarta-feira (24). O desastre já deixou mais de 160 mortos.
Algumas dessas equipes chegarão à Caracas ainda hoje. Foram enviados socorristas dos Estados Unidos, México, França, Equador, República Dominicana e El Salvador.
Alemanha se dispôs a enviar até seis aeronaves militares para socorrer Caracas. A Espanha colocou à disposição uma equipe de 54 integrantes da Unidade Militar de Emergências, que viajará até o país latino-americano em caso de necessidade e se a ajuda for solicitada, informou o governo espanhol. A Itália seguiu posição parecida e também disse estar apta a ajudar o povo venezuelano.
Suíça também se prontificou. O governo disse ter enviado 80 socorristas, oito cães de busca e 18 toneladas de equipamentos de resgate para auxiliar nas operações no país. Não foi informado quando o socorro chegará à Caracas.
Na Ásia, a China foi o único país até o momento que ofertou ajuda. Pequim disse "oferecer toda a ajuda possível, de maneira adequada, de acordo com as necessidades da Venezuela".
O Brasil também se dispôs a ajudar. O presidente Lula solicitou ao Ministério das Relações Exteriores que consulte a embaixada venezuelana para saber qual a melhor forma de ajudar. O petista também se solidarizou com o povo venezuelano.
Além do apoio desses países, Venezuela também anunciou a criação de um fundo bilionário. De acordo com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, o fundo de R$ 1 bilhão conta com recursos do FMI (Fundo Monetário Internacional) e será usado para reconstruir as cidades atingidas pelos tremores.
AO MENOS 164 MORTOS
Terremotos provocaram destruição. Dois fortes abalos atingiram a Venezuela ontem, derrubaram prédios em Caracas e outras cidades e mobilizaram equipes de resgate.
Delcy Rodríguez confirmou 164 mortes e quase 1.000 feridos. Prédios balançaram em Caracas. Moradores deixaram edifícios e casas na capital venezuelana após o tremor, de acordo com a Associated Press.
Alerta de tsunami foi cancelado. Um aviso chegou a ser emitido para Porto Rico e as Ilhas Virgens dos Estados Unidos após os terremotos na Venezuela, mas foi suspenso horas depois pelo Centro de Alerta de Tsunamis dos EUA.
Tremor foi sentido no Brasil. Vídeos publicados nas redes sociais mostram moradores deixando imóveis em cidades do Amazonas e do Pará após os terremotos na Venezuela.
Prédios foram evacuados em Belém. Segundo a Prefeitura, edifícios nos bairros de Umarizal, Jurunas, Cremação e Pedreira foram esvaziados por precaução. Apesar disso, não houve registro de ocorrências graves na capital paraense.
Sismos estão entre os mais fortes da história recente. Os terremotos, inicialmente registrados como magnitude 7,1, foram revisados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) para 7,2 e 7,5, ocorrendo com apenas 39 segundos de diferença.
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