Sites falsos, hospedagens inexistentes e promoções irresistíveis estão entre os golpes mais comuns; especialista do Cesuca explica como identificar riscos e proteger dados e dinheiro
Redação Com Informações De Assessoria - 06/07/2026 09:57:57 | Foto: Magnific
Segundo o professor Evaldo Reis Junior, coordenador dos cursos de Tecnologia do Centro Universitário Cesuca, os períodos de férias costumam representar uma oportunidade estratégica para os golpistas.
"As férias reúnem todos os ingredientes que os criminosos procuram: grande volume de compras online, consumidores ansiosos para garantir viagens e muitas decisões tomadas em pouco tempo. Quando a empolgação supera a cautela, o risco de cair em golpes aumenta significativamente", explica.
Entre as fraudes mais frequentes estão os sites falsos que simulam companhias aéreas e agências de turismo, oferecendo passagens com valores muito abaixo do mercado. Após o pagamento, normalmente realizado por PIX, a vítima descobre que a reserva nunca existiu.
Nas hospedagens, o golpe costuma envolver perfis falsos ou páginas que reproduzem imagens reais de hotéis e pousadas, mas sem qualquer vínculo com os estabelecimentos. Já nos imóveis de temporada, criminosos anunciam casas e apartamentos inexistentes ou utilizam fotos sem autorização para convencer famílias a realizar pagamentos antecipados.
"É comum que a vítima encontre anúncios extremamente atrativos, com preços muito abaixo da média e uma narrativa que transmite urgência. Quando a oferta parece boa demais para ser verdade, geralmente merece uma verificação cuidadosa antes de qualquer pagamento", alerta o especialista.
Inteligência artificial amplia poder dos golpistas - Se antes mensagens fraudulentas eram facilmente identificadas por erros de escrita e abordagens genéricas, a inteligência artificial mudou esse cenário. Ferramentas capazes de gerar textos, imagens, vídeos e até vozes sintéticas estão sendo utilizadas para tornar golpes mais convincentes.
Uma das modalidades que mais preocupa especialistas são os chamados deepfakes, que utilizam IA para reproduzir a voz ou a imagem de pessoas reais. Em alguns casos, criminosos simulam ligações de familiares ou videochamadas para criar situações de emergência e pressionar vítimas a transferirem dinheiro.
Além disso, técnicas de phishing — que buscam roubar informações pessoais e financeiras — passaram a ser altamente personalizadas.
"A inteligência artificial permite criar mensagens muito mais convincentes, com linguagem adequada ao perfil da vítima e aparência extremamente profissional. Isso reduz os sinais tradicionais de fraude e exige atenção redobrada dos consumidores", afirma Reis.
Como identificar possíveis fraudes - Alguns sinais podem ajudar o consumidor a identificar situações suspeitas antes de fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos:
Para reduzir os riscos durante compras online relacionadas a viagens, o especialista recomenda sempre acessar os sites oficiais digitando o endereço diretamente no navegador, evitando clicar em links recebidos por mensagens, e-mails ou redes sociais.
Também é importante verificar se a página possui certificado de segurança, identificado pelo cadeado na barra de navegação, além de conferir avaliações de outros usuários e desconfiar de ofertas excessivamente vantajosas.
"O principal cuidado continua sendo o mesmo: não permitir que a pressa decida por você. Alguns minutos dedicados à verificação de uma oferta podem evitar prejuízos financeiros e muitos transtornos durante as férias", conclui o professor.
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