BYD bate Tesla com recorde de vendas anuais de carros elétricos em 2025

Gigante chinesa BYD bate Tesla com recorde de vendas anuais de carros elétricos em 2025

BYD bate Tesla com recorde de vendas anuais de carros elétricos em 2025
BYD bate Tesla com recorde de vendas anuais de carros elétricos em 2025

São Paulo, Sp (folhapress) - 03/01/2026 10:34:48 | Foto: Reprodução Correio de Santa Maria

A gigante chinesa BYD bateu um recorde global de vendas anuais de carros elétricos, com 2,26 milhões de unidades comercializadas em 2025, segundo um comunicado publicado pela empresa na Bolsa de Hong Kong.

O número coloca a companhia asiática em posição de ultrapassar pela primeira vez a americana Tesla, do magnata Elon Musk, em vendas anuais. No ano completo, a Tesla entregou 1,64 milhão de veículos, em comparação com 1,79 milhão em 2024.

A companhia californiana, até agora líder neste setor emergente, t em apresentado queda nas vendas na Europa desde o final de 2024 devido ao aumento da concorrência, à sua linha de produtos desatualizada e aos protestos contra os elogios públicos de Musk a figuras políticas de direita europeias.

A BYD, com sede em Shenzhen e que também produz carros híbridos, anunciou os dados em um comunicado publicado na Bolsa de Hong Kong, onde está listada.

A empresa, fundada em 1995 e que inicialmente fabricava baterias, domina o mercado chinês de veículos elétricos, o maior do mundo.

Agora, quer ampliar sua presença no exterior, mas, assim como seus concorrentes chineses, enfrenta altas tarifas nos Estados Unidos.

A Tesla superou a BYD nas vendas anuais de veículos elétricos em 2024, com 1,79 milhão da empresa americana contra 1,76 milhão da chinesa.

Nesta sexta, a Tesla divulgou uma queda maior do que a esperada nas entregas do quarto trimestre e registrou o segundo declínio consecutivo nas vendas anuais, enquanto lutava para impulsionar a demanda por seus veículos elétricos após a retirada dos incentivos fiscais.

Mesmo com o lançamento de versões mais baratas dos seus veículos elétricos mais vendidos, aTesla informou que entregou 418.227 veículos no trimestre de outubro a dezembro, uma queda de 15,6% em relação aos 495.570 do ano anterior. Analistas esperavam 434.487 veículos, ou uma queda de 12,3%, segundo a Visible Alpha.

Analistas consultados pela Visible Alpha esperavam entregas de cerca de 1,65 milhão de veículos em 2025, marcando o segundo declínio anual consecutivo da empresa.

As ações subiram 1,9% nas negociações antes da abertura do mercado.

BYD e empreiteiras fazem acordo de R$ 40 milhões após denúncia de trabalho escravo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A BYD e duas empresas terceirizadas firmaram acordo de R$ 40 milhões com o MPT (Ministério Público do Trabalho). Trabalhadores chineses foram resgatados em situação considerada análoga à escravidão nas obras da nova fábrica da montadora, em Camaçari, na Bahia.

O valor será quitado pela China Jinjiang Construction e Tecmonta Equipamentos Inteligentes e encerra a ação civil pública iniciada neste ano pelo MPT. A BYD é a avalista do acordo para garantir que o pagamento será feito.

A montadora disse que não vai se pronunciar sobre o assunto. Jinjiang e Tecmonta não foram encontradas para comentar. As empreiteiras haviam negado, à Justiça, a manutenção de funcionários em regime análogo à escravidão.

Os R$ 40 milhões serão divididos entre os trabalhadores resgatados e um fundo para futuro pagamento de dano moral coletivo.

O acordo não prevê admissão de culpa de nenhuma as partes, mesmo após o pagamento do acordo.

Em fiscalização do MPT, realizada em 19 de dezembro de 2024, foram identificados 471 trabalhadores chineses trazidos para o Brasil de forma irregular. Desse total, 163 deles estavam nas obras da fábrica da BYD em Camaçari.

O pedido inicial de indenização feito pelo Ministério Público era de R$ 250 milhões.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a BYD apresentou contratos de prestação de serviços das duas empreiteiras, mas para o governo brasileiro, na prática, os trabalhadores estavam ligados à montadora de acordo com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Os auditores também identificaram indícios de fraudes nos documentos apresentados autoridades migratórias, o que viabilizou as entradas dos trabalhadores no país de forma ilegal.

De acordo com nota do Ministério, os funcionários estavam submetidos a condições de trabalho precárias. Dormiam em camas sem colchões e não tinham armários. Em um dos alojamentos, havia apenas um banheiro para 31 pessoas.

Ainda segundo o Ministério Público, a cozinha funcionaria em ambiente insalubre e a água viria diretamente da torneira. A jornada de trabalho seria de, no mínimo, dez horas, sem concessão de folgas. Um trabalhador acidentado relatou estar há 25 dias sem descanso.

Não havia, segundo as autoridades, liberdade de locomoção, e os empregados necessitavam de autorização da empresa até mesmo para irem ao mercado.

A BYD afirma ter tomado providências assim que foi informada dos problemas. A responsabilidade seria das terceirizadas. Ela teria rompido os contratos com as empreiteiras, colocado os funcionários em hotéis da região, providenciado a construção de novos refeitórios e o fornecimento de EPIs (Equipamento de Proteção Individual).

O acordo ainda terá de ser homologado pelo Ministério do Trabalho.

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