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Governos precisam se unir para evitar essa sucessão de tragédias urbanas no Brasil

Governos precisam se unir para evitar essa sucessão de tragédias urbanas no BrasilFoto: Tribuna da Internet

Esta imagem tornou-se rotineira na região serrana do Rio de Janeiro

Pedro Do Coutto - Tribuna Da Internet - 06/03/2020 - 08:48:47

O governo federal e os governos estaduais e municipais precisam se unir e reunir no sentido de evitar, na medida do possível, a sucessão de tragédias urbanas decorrentes das chuvas que desabam nas áreas de risco e produzem inundações constantes a cada episódio, enchendo de dor e tristeza as populações de modo geral.

Claro que as comunidades de populações de baixa renda são as mais afetadas, sobretudo porque se localizam tradicionais áreas de risco que não vêm resistindo às enchentes e a força das águas.

SEM PLANEJAMENTO – O fato de os planejamentos urbanos não terem se revelado eficazes não deve ser argumento para que os dirigentes atuais não façam nada, não tomando as medidas mais simples possíveis para inverter o calendário das tempestades.

É verdade que os habitantes dessas áreas não possam ser removidos, restringindo-se a remoção a casos evidentes e extremos. Mas a partir desse ponto podem ser traçados planos capazes de fornecer alguma proteção maior do que aquela existente hoje. Na verdade, faltam investimentos em infraestrutura e também vontade de trabalhar dentro do contexto inexorável da realidade.

Os governos, de modo geral, precisam realizar levantamentos sobre todas as situações urbanas e se entrosar no sentido de identificar quais medidas possam ser tomadas, capazes de promover um socorro imediato exigido pelas situações de carência e de falta de saneamento. O saneamento inclusive é fundamental para reduzir além dos riscos materiais e também contribuir para melhorar, de alguma forma as condições sanitárias com reflexo na saúde.

RECENSEAMENTO – A responsabilidade para resgatar a inação é de todos os administradores públicos, sejam federais, estaduais e municipais. Sabe-se que faltam verbas. O planejamento para enfrentar esta questão é essencial e nada difícil de se identificar. Basta realizar-se uma espécie de censo das áreas mais arriscadas e de vulnerabilidade maior às forças das águas. Devem sentar-se à mesa em torno de um projeto geral e voltado para garantir as condições dignas de vida. A partir daí então podem ser iniciadas obras de prevenção, o que não foi feito até hoje.

Assim, com a união dos esforços, muitas vidas poderão ser poupadas. A vida não tem preço e preservá-la é acima de tudo uma obrigação de todo e qualquer governo.

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