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Interpol prende em Moscou Eduardo Fauzi, acusado pelo ataque ao Porta dos Fundos

Interpol prende em Moscou Eduardo Fauzi, acusado pelo ataque ao Porta dos FundosFoto: Reprodução

Imagens de câmeras do Aeroporto Internacional Tom Jobim, em 29 de dezembro de 2019, mostram embarque de Eduardo Fauzi

Estadão Conteúdo - 04/09/2020 - 18:21:43

Polícia Federal deu início aos trâmites para extradição; economista deixou o País um dia antes de ter a prisão decretada e passou a integrar lista de Difusão Vermelha da Interpol

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) localizou nesta sexta-feira, 4, o homem suspeito de participar do ataque com coquetéis molotov à sede da produtora do Porta dos Fundos, na zona sul do Rio, em dezembro do ano passado. Eduardo Fauzi Richard Cerquise está sob custódia em Moscou, na Rússia.

Segundo informou seu advogado, Diego Rossi Moretti, a manutenção da detenção depende da formalização de um pedido de extradição pelo Ministério da Justiça. A reportagem entrou em contato com a pasta, que confirmou ter dado início aos trâmites para que ele seja trazido de volta ao Brasil. O processo está sendo coordenado pelo Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal.

Fauzi deixou o País em 29 de dezembro, cinco dias após o ataque, que aconteceu na véspera do Natal, e um dia antes da Justiça decretar sua prisão. Desde então, passou a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol.

O economista foi identificado como um dos cinco autores do atentado pela Polícia Civil do Rio, que conduziu a investigação, após ser flagrado por câmeras de segurança deixando o veículo usado na fuga.

Foram arremessados coquetéis molotov na fachada da produtora e, em seguida, o grupo fugiu do local.

COM A PALAVRA, O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
O Ministério da Justiça e Segurança Publica, que é a Autoridade Central brasileira em matéria de extradição, deverá receber pedido formal de extradição por parte do Poder Judiciário do Rio de Janeiro e só então poderá apresentar tal pedido ao governo russo. Até o momento a Justiça do Rio de Janeiro não enviou pedido formal de extradição ao MJSP.

COM A PALAVRA, A DEFESA

O escritório ROR Advocacia Criminal, com sede em Santa Catarina, responsável pela defesa de Eduardo Fauzi Cerquize, informa que está acompanhando os trâmites do procedimento movido pela polícia Civil do Estado Rio de Janeiro. Que no tocante as informações de que Eduardo estaria preso, ressaltamos que não trata-se de prisão e sim de uma apreensão realizada pelas autoridades russas, visando a averiguação da situação dele. Não há confirmação sobre o procedimento de extradição pela autoridades brasileira. Por fim, ressaltamos que há pendente a análise de pedido de Habeas Corpus Criminal, visando assegurar a integral liberdade de Eduardo, junto ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília/DF. Por outro lado, a defesa lamenta a morosidade na conclusão das investigações, não se sustentando o decreto prisional, por total ausência de provas sobre a justa causa penal.

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